Não sei por que essa gente sai de casa.
Cara amarrada.
A boca mais parece um esfíncter.
Não saem por obrigação.
Saem pra ir a um restaurante ou bar ou loja, tanto faz – a cara de cu é a mesma.
Cara amarrada.
A boca mais parece um esfíncter.
Não saem por obrigação.
Saem pra ir a um restaurante ou bar ou loja, tanto faz – a cara de cu é a mesma.
Não fala com funcionários.
Não fala com a ralé.
Não fala com ninguém que não esteja à sua altura – nem mesmo Deus.
Ele é só na missa.
Mas antes falava. Só que ninguém lembra.
E falava muito.
Sorria.
Agradecia até o não feito.
Abocanhava o saco do chefe e engolia as duas bolas.
E acha que ninguém notou.
Essa gente não vale sequer as bolas que lambeu.
Mas pra reclamar são bons.
Basta alguém feliz por perto.
Walter Biancardine

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