Tem palavras ou frases que viram moda. E é uma merda.
Pior do que ouvir a mesma expressão mil vezes é perceber que tem gente forçando a barra só pra poder usar.
Foi assim com “tipo”.
O infame “então” pra começar frases.
Com “parada” – “vamos conferir aquela ‘parada’ ali”.
Ou mesmo o “nada a ver”, que acabou se empobretizando no “nada aver” ou, pior, no “nadaver” dos piores WhatsApps.
Agora é a ver do “farmar”. E sua pior variante: “farmar aura” – fazer tipo, tirar onda, botar banca de ser ou ter algo.
Então: eu poderia dizer que estou, tipo assim, conferindo essa parada nadaver dessa gente que fica farmando aura por aí.
Mas não farei isso.
Deixei a adolescência há quase cinquenta anos.
Muitos por ai, ainda não.
Walter Biancardine













