Em intervalo de tempo espantosamente curto, os integrantes da
junta governativa da ditadura brasileira – leia-se STF –
demoliram dois dos mais significativos e conhecidos valores de nossa
sociedade, ao liberarem o aborto e as drogas.
A rapidez com que assim agiram demonstra a certeza de nenhumas
satisfações terem a nos dar – afinal, somos uma ditadura – bem
como revelam o cinismo e desfaçatez ao alegarem ser tudo “em
consequência da imobilidade do Congresso”.
Pois bem, analisemos tal e esfarrapada desculpa: em primeiro lugar
o poder Judiciário não é um “jogador no banco de reservas”
do parlamento, entrando em campo quando este não apresenta “os
resultados esperados”. Se deputados federais e senadores não
se mexeram sobre tais temas, assim foi sua vontade e reflete a
postura cautelosa diante de pautas tão delicadas, controversas (por
conta exclusivamente da esquerda, que não aceita o consenso) e caras
ao povo brasileiro que, em sua maioria absoluta, repudia drogas e
aborto.
Em segundo lugar, não bastasse tal repulsa ser pública e
notória, a decisão do STF é exatamente o oposto da vontade popular
e esfrega em nossa cara que tais Ministros são cúmplices,
partícipes dos grandes traficantes internacionais de drogas,
conhecidos financiadores das esquerdas latino-americanas há décadas,
bem como evidencia a subserviente vassalagem togada aos ditames da
Escola de Frankfurt – “destruição total de tudo para que, do
caos econômico e social resultante, algo novo e melhor emerja”
– proposta essa seguida à risca por esquerdistas e globalistas,
estes últimos de grande destaque como “Big Techs” e “Meta
Capitalistas”.
A ânsia deste caos frankfurtiano pelos Ministros do STF pode ser
sentida, de imediato, pelos absurdos resultantes: uma gestante –
criminosa – que autorize o assassinato de seu bebê, com sete meses
e meio de gravidez, é tão assassina quanto os que ordenaram essa
morte, os Ministros supremos, ambos portadores de sociopatia terminal
que – em condições normais de temperatura e pressão – os
condenaria à reclusão perpétua em um sanatório para doentes
mentais perigosos.
Não podemos esquecer dos médicos, os agentes do assassinato e
sempre mais zelosos com suas carreiras que com o Juramento de
Hipócrates que, igualmente, se acumpliciam como autores materiais da
sentença de morte expedida pela Corte Suprema.
Assim, com o concurso de três cúmplices – a grávida (porque
mãe não é), STF e suas excelências, os doutores médicos –
uma injeção letal provocou a morte do bebê de sete meses, repito à
exaustão, por assistolia, prática tão dolorosa e cruel que foi
abolida mesmo em procedimentos veterinários de emergência, pelo
tanto de sofrimento e dor absurdas que provocam nas vítimas.
Mas esta foi a vontade da grávida, do STF e dos médicos, todos
aplaudidos de pé pela satânica e vitoriosa esquerda brasileira e
mundial.
Vamos agora à questão das drogas. As mesmas são consideradas
ilícitas em nosso Código Penal, sendo penalizados seu comércio,
uso e posse – até ontem, agora não mais.
O tráfico de drogas é considerado crime hediondo no
Brasil mas a proibição de seu porte, uso e comércio parece pouco
ou nada ter pesado, na decisão do Supremo. Assim, o cidadão poderá
carregar consigo até quarenta gramas de maconha – muito embora o
Ministro Dias Toffoli tenha lamentado e julgado, para quem quisesse
ouvir, que tal decisão deveria liberar igualmente todas as outras
drogas.
Tal quantidade de maconha é suficiente para ser embalada em
“tijolos” e rende até, aproximadamente, cem “baseados”.
Se cada “baseado” é vendido à R$10,00 o “inocente”
e “inimputável” portador do “tijolo” de
maconha transportará por aí, livremente, uma carga no valor de uns
R$1.000,00, para pasto e gáudio do gerente de sua “boca”.
Ora, a definição deste peso de 40 gramas é uma evidente
liberação do tráfico de drogas – mas “só um pouquinho”,
como diria a Ministra Carmem Lúcia, ao aprovar a censura – e seu
livre transporte por todo o país. Em resumo, os Ministros do STF
liberaram o tráfico de drogas, bem como seu consumo – a venda não
vale à pena, pois traficante não gosta de pagar imposto, tirar
alvará e correr o risco de seu “vapor” o processar na
Justiça do Trabalho.
Mas onde entra a alegada “inação” do Congresso nessa
história?
Não houve. A proposta foi apresentada por um pequeno e
minoritário partido de esquerda, e foi fragorosamente derrotada em
plenário – o Congresso, a voz do povo, o rejeitou.
Bastou, entretanto, que tal partido – minoritário por vontade
do povo, que não elegeu seus candidatos – recorresse ao STF para
que sua PROPOSTA rejeitada fosse transformada em LEI embora,
teoricamente, a Corte Suprema “não legisle”. Deste modo
temos a prova, esfregada em nossas caras, que o Supremo FECHOU o
Parlamento e vivemos, de fato, em uma ditadura juristocrática.
Aliás, tantas e tão repetidas vezes propostas absurdas de
partidos inexpressivos – ou de outros maiores, mas que foram
derrotadas no Congresso – de esquerda foram “transformadas em
lei” pelo STF que nos é lícito suspeitar que, na realidade,
tais propostas seriam encomendadas pelo próprio Supremo aos venais
parlamentares, a fim de emprestar mínima e tênue aparência de
legalidade aos seus arbítrios autocráticos, bem como sua obediência
à pautas obscuras, esquerdistas e globalistas, vindas do exterior
ou de poderosos chefões internacionais das drogas.
Que o leitor tenha em conta, entretanto, que não é intenção
deste artigo “vitimizar” o Congresso, pois toda essa
inação deve-se à pencas de processos que os parlamentares
respondem – ou responderão, caso se rebelem – ao STF, bem como
ao tsunami de dinheiro do pagador de impostos, liberados pelo nosso
Presidente comunista aos seus apoiadores do conhecido e majoritário
“Centrão”, justamente para garantir um rebanho bovino e
dócil.
Vivemos em uma situação extrema e paradoxal, cuja única solução
talvez seja a “profetizada” pelo General Olímpio Mourão
Filho, em 1964, ao dizer que “a continuar este sistema de
governo o gangsterismo e a máfia se unirão, uma longa noite descerá
sobre o Brasil até que uma guerra, acionando forças exógenas,
venha a libertá-lo”.
É um paradoxo a covardia do Congresso, mas muitos foram
comprados.
É um paradoxo a inação das Forças Armadas, mas sua cúpula foi
cooptada – e, de todas as soluções esta seria a pior pelo
positivismo de seus integrantes, que já experimentamos antes e
resultou no que hoje vivemos.
Mas igualmente é um paradoxo nossa apatia, alegando temer prisões
e mortes – as quais, sem agirmos, já acontecem.
Uma coisa é certa: sem dor, sofrimento e sacrifício –
heroísmo, enfim – não sairemos dessa jamais.
Mas o brasileiro médio morre de vergonha – e medo – de ser
herói.
Walter Biancardine