Não sei o que é pior: viver em uma terra onde tudo pode ser pirateado na cara dura - Brasil - ou ter a autoestima mais baixa que a altura dos rodapés da minha casa.
O caso é que estou terminando os últimos preparativos para meu novo livro - o sétimo, número cabalístico - e me vi às voltas com procedimentos como o registro da obra, ISBN, ficha catalográfica e código de barras.Tudo isso preserva meus direitos. Resguarda minha autoria.
Impede cópias não autorizadas.
E custa dinheiro.
E minha autoestima, metros abaixo do nível do mar, me fez pensar: "mas quem diabos iria me copiar?"
A verdade é que, pra um ilustre desconhecido como eu e - pior - dotado de talento apenas mediano, gastar dinheiro com essas proteções soa quase como arrogância, algo típico de um metido, alguém que "se acha".
Mas paguei. Sou um boçal.
Agora é ver se o tal livrinho vende, ao menos quantidade suficiente pra eu me ressarcir dessas despesas de soberba.
Vamos ver que bicho dá.
Walter Biancardine
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