E falhei em quase tudo o que costuma render medalha social.
Então fiz o que homens cansados às vezes fazem:
transformei derrota em papel.
E papel em livro.
Este aqui não promete enriquecer ninguém, curar traumas ou ensinar sete hábitos de pessoas felizes que acordam sorrindo pra correr no parque.
Este livro tem contos, crônicas e poemas.
Tem ferrugem.
Tem humor quando a vida escorrega na própria casca de banana.
Tem gente tentando sobreviver.
Tem pequenas tragédias de aluguel vencido, orgulho ferido, amores tortos e pensamentos que aparecem às três da manhã quando até o cachorro do vizinho desistiu de latir.
"Quem Vai Pagar a Quitinete?" nasceu pra quem gosta de literatura sem maquiagem.
Para leitores que ainda acreditam no estranho prazer de abrir um livro num sábado chuvoso, servir um café – ou algo mais forte – e esquecer por algumas horas o circo contemporâneo.
Se você vai viajar nas férias: leve.
Se vai ficar em casa olhando o teto: leve também.
Às vezes um livro é companhia melhor que certas pessoas.
E custa menos que terapia.
Dia 24 de maio.
O livro chega ao mundo.
Eu também apareço – ainda sem garantia de estabilidade emocional mas o oferecendo nas redes, pois a editora jamais faria uma noite de autógrafos pra mim.
Compre. Leia. Critique. Odeie. Ame.
Mas faça o favor de não deixar este velho escritor morrer apenas em silêncio.
WALTER BIANCARDINE
Quem Vai Pagar a Quitinete?
contos, crônicas e poemas.
Porque alguém precisa pagar a quitinete.
E a literatura raramente paga.
Consulte as páginas do Facebook https://web.facebook.com/walterbiancardine
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