quinta-feira, 21 de maio de 2026

SÓ PRA LEMBRAR, NADA MAIS DIREI -

  


Prometi a mim mesmo não falar mais de política mas, dada a enormidade de ignorâncias que tenho visto, acho que ainda faltou dizer uma coisa.

A direita brasileira sempre foi magrela, esquálida e desnutrida, mas sobreviveu até o regime militar acabar com ela. Limar nomes como Carlos Lacerda e Ademar de Barros foi o golpe de misericórdia dos generais positivistas – e se alguém ainda acha que Juscelino Kubitschek era direita, precisa visitar o hospício.

Sim, pra ficar somente em dois pequenos pontos, criar a indústria automobilística brasileira (sob a bandeira brizolista de “evasão de divisas”) e a industrialização súbita do país nada mais foi que criar uma “classe operária”, fabril, pronta e ávida pelos discursos da esquerda urbana e fedendo a países europeus. Essa classe pariu e amamentou Lula. 

E o outro ponto foi Brasília. Isolar a “corte” do alcance da plebe era a meta (“50 pessoas fazem barulho neste país, da zona sul do Rio de Janeiro”, JK) e Juscelino ainda arrematou com chave de ouro stalinista, convocando Oscar Niemeyer para lá construir sua Stalingrado arquitetônica particular – puro concreto e gigantismo, a nos lembrar como somos pequenos diante do Estado.

Voltando ao caso. Não há direita no Brasil hoje que não deva até os fundilhos das calças a Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro. Se é analista político, youtuber, “celebritie” das redes e é de direita, cedo ou tarde usará argumentos pescados nos vídeos de Olavo (que assistiram, sôfregos, umas 350 vezes cada um e se acham, hoje, sucessores dele), e se é do ramo do baixo lenocínio – política – será eternamente devedor a Bolsonaro.

Sim, ele, Jair, foi o primeiro a ter culhões e bater no peito dizendo “eu sou de direita”, enquanto outros se borravam ou aderiam discretamente à bandalha vigente. Qualquer candidato de direita hoje, tem por obrigação se retirar da disputa e apoiar o insípido Flávio Bolsonaro – única e exclusivamente pelo fato de seu pai o haver escolhido. Se ele achasse o Zema bom, teria indicado ele. Se achasse o Caiado bom, a mesma coisa.

E aos cretinos ignorantes do YouTube, Facebook ou seja lá qual rede for, que se acham (em secreto, pois jamais diriam isso em público) “sucessores de Olavo” – em especial gente metida a erudita, mestres, doutores, sapiência máxima e fonte da verdade, cheios de diplomas que melhor serventia teriam se usados como supositórios e que se dão ao desplante de hoje defender Zema, uso algo típico do Olavo: dizer que Zema “é um homem íntegro, honesto e correto” é ARGUMENTO AD HOMINEM, tal qual os xingamentos da esquerda que nunca rebatem propostas, apenas desqualificam o proponente. 

Sim o cara pode ser honesto, mas e daí? Qual a proposta? O que ele pretende? E outra: como ele se explica por ter apoiado a criminosa vacinação contra a COVID em MG, e até ignorado servidores que não se submeteram a essa barbaridade?

Caiam na real: a direita no Brasil não existe e está quase em vias de extinção. Olavo já cantou pra subir, e se Bolsonaro for atrás, babou.

Eu voto em Flávio. É um imbecil. Mas é o nosso imbecil – e escolhido por Bolsonaro, o último direitista deste país.

Era o que eu tinha pra dizer. 

Vocês, que defendem candidatos com mais fúria que defendem as famílias, que se entendam.


Walter Biancardine



Nenhum comentário: