Talvez o amor seja
fruto da demência.
Quem ama não se preserva,
não se previne,
esquece a dignidade.
Quem ama não se preserva,
não se previne,
esquece a dignidade.
Tudo o que sofremos,
esquecemos.
Amamos de novo.
Um kamikaze
jogando o avião contra si mesmo.
Nossa própria vida nas mãos dela,
e se ela pedir,
daremos.
Para algumas, é pouco ou impossível.
Quem acreditaria, afinal?
Mas talvez o amor seja fruto da demência.
Melhor acreditar.
Walter Biancardine
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