Rondando agora a noite pelo pasto, sozinho.
Olho o céu. Estrelas que não são vistas nas cidades, as vejo pela escuridão em torno.
Olho o céu. Estrelas que não são vistas nas cidades, as vejo pela escuridão em torno.
Lua, estrelas, constelações, nebulosas. É a fantástica obra de Deus.
Incompreensível, inalcançável, bela e aterradora ao mesmo tempo, por sua grandeza.
É algo divino, acima do entendimento, portanto não me serve - apenas me admiro e curvo em sinal de respeito.
Senti isso quando pilotava aviões. Algo grandioso, sufocantemente belo. Mas também não me servia. Apenas admirava.
Abro uma cerveja e penso: nossa vida é um "quase". "Quase" entendemos, intuímos - mas nunca alcançamos.
Somos divinos o bastante para perceber, mas demasiadamente humanos para desfrutar.
E me lembro que amanhã tenho de pagar a conta de meu celular.
Grana curta, comprei um óculos para ler de perto. Difícil.
Me lembro do céu, da lua, de Deus.
E também dos boletos.
Humano.
Demasiadamente humano.
Walter Biancardine
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