segunda-feira, 19 de agosto de 2024

RESSACA DE DOMINGO -

 


O sacrossanto domingo nosso de cada semana não deve ser acordado pelos disparates cotidianos, uma vez que a posição excludente e paradisíaca do mesmo deveria, em tese, isolá-lo dos dias úteis e aborrecimentos inúteis – este último, algo abundante ultimamente.

Contudo, saber de Sílvio Santos colocando seu baú nas costas e voando rumo ao céu produziu tamanho pasmo que, somado aos horrores alexandrinos, desvirtuou quaisquer pretensões de descanso, relaxamento e alegrias. Se, por desígnio de Deus, Sílvio foi mostrar a São Pedro seu carnê rigorosamente em dia – algo sobre o qual nenhum poder temos – por outro lado, a eventual abstenção de Ritalina por “Aquele Que Não Se Pode Dizer o Nome” ativou sua hiperatividade persecutória na direção de Elon Musk – Hélio Mosca, como é conhecido nas rodas da malandragem – e certamente provocará a saída da plataforma X-Twitter do Brasil, igualando-nos a países expoentes no elevado governar ditatorial, tais como Cuba, Coreia do Norte e tantos outros.

Não bastassem duas bombas no domingo, amanhecemos esta segunda feira assistindo a entrevista do jornalista Allan dos Santos – nominado no “Index Prohibitorum” da inquisição togada – na Rádio Auriverde, sob o comando do sempre excelente Alexandre Pittoli. Ora, se o mesmo objeto de busca através de “jagunços federais” estava a falar livremente em tal programa – retransmitido no YouTube e em TV aberta, o canal 581 da TVD por antenas parabólicas – isso significa que estamos na iminência de vermos mais um decreto alexandrino tirando tal canal do ar, ao menos na rede digital de vídeos.

De consolo por tal domingo amargo e subsequente ressaca de segunda feira, temos a conjuntura política atual que aponta, solene, o reluzente sapatão da vontade popular na direção das nádegas togadas deste cidadão, que receberá poderoso e inapelável pé na bunda institucional – e já irá tarde, muito tarde.

Aguardemos o decorrer da semana, neste país pródigo em excrescências jurídico-políticas.

Como diria o tarado, “Alea ejaculata est”.



Walter Biancardine





domingo, 18 de agosto de 2024

JAGUNÇOS FEDERAIS - ou "Receita Federal de Domingo"

 


No dia preguiçoso de hoje cairia bem arremedar o saudoso Paulo Mendes Campos e sua inesquecível crônica “Receita de Domingo”, mas a dura realidade não desfruta do descanso semanal remunerado: ela trabalha – feio, forte e sujo – todos os dias, todas as horas e nos violenta com a crueza que expõe patologias estatais.

Em sua tática de “estreitamento de uretra” Glenn Greenwald solta, gota à gota, a urina fétida dos combalidos rins de todo o sistema judiciário brasileiro, servindo-se da mesma e cúmplice grande mídia como diurético curativo das disputas palacianas de poder. E mesmo neste esplendoroso domingo onde poderíamos preguiçar, indolentes na dúvida entre boa praia ou whisky com amigos, somos obrigados – pelo bem do Brasil – a digerir tais e insalubres petiscos, vindos de Brasília.

O nobre e douto juiz Marco Antônio Vargas urinou sobre nós a seguinte frase referindo-se ao jornalista Allan dos Santos, exilado político nos EUA e, portanto, fora do alcance das garras do STF: “Por isso esse idiota se sente livre pra fazer o que faz. Dá vontade de mandar uns ‘jagunços’ (sic) pegar esse cara na marra e colocar num avião brasileiro”, disse o mesmo, em conversa com outro magistrado – Airton Vieira é o nome.

Admirável o voluntarismo de colocar-se na posição de “capanga” do Ministro Alexandre de Moraes – mais que capanga, um “capo regime”, tal qual as melhores e mais organizadas famílias mafiosas de Nova York dos anos 50. Igualmente batizou, de forma adesiva e eterna, os agentes da Polícia Federal com o subido adjetivo de “jagunços”, definindo de forma clara como julgam a subserviência de algumas alas desta instituição policial, desfrutada pela Suprema Corte.

Neste glorioso dia de descanso não devemos, entretanto, nos deixar ensombrecer por tal micção ardida. Sim, é fato que pingos ferventes como “perdeu, mané”, “missão dada é missão cumprida”, “derrotamos o bolsonarismo”, “use a criatividade” ou a inefável “vontade de chamar uns jagunços” podem causar queimação e dores, mas aprendemos – à duras penas – o quão perigoso pode ser a tentação de apelar para o Benzetacil fardado: seus efeitos colaterais podem ser terríveis.

Esqueçamos somente neste dia, por Deus decretado feriado, toda a mixórdia cotidiana e desfrutemos o sol, a praia, o clube, os amigos, a família e tudo o mais que nos agrada e afaga nossa alma – os esparsos mas valiosos carinhos da vida.

E permitamo-nos enlevar por, ao menos, algumas palavras de Paulo Mendes Campos em sua “Receita de Domingo”:

O livro deve dizer-nos que o mundo está errado, que o mundo deveria ser composto de domingos. Então, nascer de nossa felicidade burguesa e particular uma dor viril e irritada. Para que os dias da semana entrante não nos repartam em uma existência de egoísmos.

Um bom whisky, cerveja Bohemia enregelada e petiscos: se neste momento o leitor serve-se dos mesmos, erga um brinde a nós.

Bom domingo a todos!

Amanhã começa tudo de novo!



Walter Biancardine




segunda-feira, 12 de agosto de 2024

RESGATE PAGO, REFÉM SOLTO – PERO NO MUCHO…

 


Talvez seja melhor começar com uma postagem de Flávio Gordon, no dia 10 de agosto: “Não foi ‘erro’ judiciário. Foi um ato doloso, uma prisão política, estimulada pela desumanização do ‘bolsonarismo’ promovida pela imprensa. Todos os agentes do Estado envolvidos nessa excrescência ditatorial devem ser responsabilizados e punidos de acordo com a lei.”

Posso, igualmente, acrescentar esta outra publicação, de Elise Wilshaw, também no X-Twitter: “Por responsabilidade desta notícia, deste jornalista e jornal, Filipe Martins ficou 6 meses na Prisão. Quem cometeu um Crime?”

Ambas referem-se ao verdadeiro sequestro que Filipe G. Martins sofreu, por ordem do Ministro Alexandre de Moraes (STF), sendo que a última postagem refere-se à notícia – publicada sem nenhum cuidado, pelo jornal Metrópoles – de autoria do repórter Guilherme Amado, que assina uma das colunas do periódico. O título: “Investigado, Martins (Filipe G.) teve entrada registrada nos EUA e depois evaporou”. A sub-manchete diz: “Documento em site de governo americano diz que Filipe Martins entrou em Orlando no fim de 2022”.

São co-autores da matéria Eduardo Ghirotto e Natália Portinari, somando em três os responsáveis diretos pelo encarceramento ilegal, sem provas – exigiu de Filipe que demonstrasse sua inocência, invertendo por completo o ônus, que cabe ao acusador – e que recusou sistematicamente todas as petições, recursos, alegações e mesmo a absurdamente exigida comprovação de inocência, mantendo-o preso tal qual Daniel Silveira.

Ambos atrás das grades e sem nenhum embasamento sequer razoável, verdadeiro sequestro seguido de tortura, pois o único objetivo do encarceramento era a obtenção de alguma “confissão” passível de incriminar o objeto do ódio doentio de Alexandre de Moraes: Jair Bolsonaro.

Tanto Daniel Silveira quanto Filipe Martins nada disseram, resistiram ao massacre psicológico ao qual foram submetidos e, não fossem os orgasmos ditatoriais do psicopata Nicolás Maduro criarem embaraços internacionais para o atual governo, ambos ainda estariam apodrecendo nas masmorras do Judiciário. Ou melhor, Daniel Silveira ainda está e ainda resiste.

O cara - Daniel - é uma montanha de músculos, mas sua psique é como a de todos nós e certamente tem limites. Filipe G. Martins, por seu preparo intelectual, provavelmente enfrentou os sofrimentos plenamente consciente das baixezas estratégicas que estava sendo vítima e logrou resistir, verdadeiro troféu da resiliência em um mundo de maricas desfibrados que vivemos.

Mas, e Daniel Silveira? A seu favor tem apenas o fato de ser famoso, o que talvez ajude diante deste mesmo embaraço internacional que o “Consórcio” enfrenta. Entretanto, a longa lista de vítimas da carnificina ideológica de Moraes não termina aí: Clezão não sobreviveu, morreu nas masmorras, sozinho e doente.

Existe também Karina dos Reis, a quem o jornalista J.R. Guzzo escreveu as linhas abaixo: “"Karina dos Reis, uma dona de casa de Araxá, de 44 anos, tem um câncer. Os médicos atestam que ela vive em estado de metástase hepática e precisa fazer exames de tomografia do tórax e ressonância magnética do abdômen para ter chances de vencer a doença. Mas, além do câncer, Karina tem o ministro Alexandre de Moraes na sua vida. Ela é considerada pelo ministro como uma inimiga do ‘estado democrático de direito’ e está obrigada por ele a usar tornozeleira eletrônica – que teria de ser retirada para que os exames sejam feitos dentro das condições requeridas pela medicina.

A defesa, com o aval dos médicos, pediu a remoção temporária do aparelho nos instantes que durassem a tomo e a ressonância. Alexandre de Moraes negou. Karina continua com o seu câncer e com a tornozeleira do STF. Isso é tortura, um crime previsto em lei e que não poderia ser cometido pelo mais alto tribunal de justiça do Brasil.”

E isso, tal qual ocorreu com Clezão, equivale a uma sentença de morte. Alexandre de Moraes está ciente das condições de Karina, assim como estava do estado de saúde de Clezão, mas igualmente nega-se a soltá-los ou abrandar sua ferocidade carnívora.

Podemos somar Fátima de Tubarão, senhora de 67 anos, encarcerada – tal qual Daniel Silveira – por ter vídeos em que aparece xingando Alexandre de Moraes. Foi sentenciada a 17 anos, reproduzindo a sentença absurda dada a outra idosa, de 71 anos, e que precisava passar por cirurgia. Nada importa, a mesma agora cumpre 14 anos de cadeia.

E o quê pretende o feroz “guardião do estado democrático de direito”, sentenciando estes anônimos que nada podem “confessar” contra Bolsonaro? Nada, apenas intimidar o povo e deixar claro o que acontecerá com quem ousar protestar, em praça pública, contra nossa atual ditadura.

Ledo engano se alguém pensa que os acontecimentos na Venezuela irão abrandar a fúria psicopata de Moraes, a soltura de Filipe Martins foi apenas um recuo estratégico para – certamente – avançar com ímpeto redobrado em breve.

A bem da verdade, Filipe não foi “solto” pois é obrigado a usar tornozeleira eletrônica – por um crime inexistente e sem condenação sequer – além de longa lista de exigências e obrigações que deve cumprir, em evidente imposição de humilhações e constrangimentos para manter, ou ao menos tentar, a tortura psicológica que o mesmo sofreu, ao longo de tantos meses.

No frigir dos ovos, esta ditadura está condenando a si própria e seu fim será trágico.

Jamais um país inteiro esteve tão próximo de seus limites, em termos de repressão, arbítrio e – adicionado à tudo isso – um governo inepto, ladrão, ineficiente, aliado de traficantes internacionais de drogas e ditadores. E tudo tem um limite.

Em breve, se nada acontecer, o nosso será exibido emoldurado por mortes e sangue.


Walter Biancardine



domingo, 11 de agosto de 2024

UMA SATISFAÇÃO AOS AMIGOS E SEGUIDORES -


Havia prometido artigo referente à libertação do refém federal Filipe Martins mas, confesso, não tive como escrever.


Igualmente me comprometi, com uma pessoal fundamental em minha vida, que escreveria a longa análise que o mesmo me solicitou, e também não dei conta.

Tive como intenção inicial escrever uma crônica dominical para a revista Carta de Notícias e, tal qual os citados acima, nada redigi.

As fatídicas cicatrizes na alma que carrego e arrasto, feito um fantasma e suas correntes - os que me seguem bem as conhecem, não preciso repetir aqui - estão, neste momento, bastante avivadas; a data de hoje traz pensamentos e lembranças especialmente deprimentes para alguém como eu e minhas circunstâncias (que me perdoe Ortega y Gasset), e confesso-me apto apenas para fechar os olhos e pedir à Deus que não demore em trazer a segunda-feira.

Aos que tem o que comemorar neste domingo, que comemorem.

Aos que já não tem, mas desfrutam de boas lembranças, que sorriam e relembrem.

E àqueles que se nivelam à mim e meus abismos, que o Pai Eterno se apiede e nos faça dormir.

Amanhã estamos de volta.


Walter Biancardine




terça-feira, 6 de agosto de 2024

O QUE SE PASSA NA INGLATERRA?


A Jihad no Reino Unido -

Antes de mais nada, é importante deixar claro que não existem povos bons ou maus: povo é povo em qualquer país do mundo e sempre estará, eventualmente, à mercê de governantes cruéis, mídias manipuladoras e líderes religiosos fanáticos, que os impulsionam rumo à guerra, à perdição e à morte.

Os últimos e absurdos acontecimentos na Inglaterra – cuidadosamente esquecidos pela grande mídia ou distorcidos sob outra ótica – comprovam claramente as intenções belicosas de certos líderes muçulmanos, que objetivam a implementação do “Califado Mundial” em contraposição às igualmente nefastas ideias globalistas e eurasianistas.

É impossível não perceber a conivência dos governantes europeus nessa funesta tentativa, apoiada pela equivocada e arrogante confiança em utilizar a imigração islâmica em massa como uma simples ferramenta frankfurtiana (da Escola de Frankfurt) de degradação social, a fim de tornar mais viáveis suas intenções – no caso, globalistas.
Vladimir Putin, por sua vez, sabe muito bem o que isso significa e jamais aceitou essa verdadeira torrente humana em seus domínios eurasianos.

Quando muçulmanos se juntam em grandes grupos, mascarados e armados com facas e porretes, para espancar e intimidar cidadãos britânicos com o objetivo de impor seu domínio cultural, religioso e até racial, o nome disso é Jihad – a “Guerra Santa” de Maomé contra os infiéis – e, portanto, uma declaração não formal (por não ser oficialmente anunciada) de guerra contra o país que os abriga e hospeda.

Sob a demagógica alegação de “abrigo humanitário”, milhares de combatentes – podemos chamá-los assim – povoaram diversos países e, rapidamente, delimitaram seu território (bairros onde se fala árabe), casaram-se e tiveram, ao contrário dos “civilizados” europeus, dezenas de filhos.
Sugando os recursos pagos por seus hospedeiros, drenaram a economia desses países ao requerer auxílios governamentais, tomaram empregos dos nativos – por menores salários – e obtiveram pleno sucesso na criação de um ambiente urbano hostil, decadente, sombrio e ameaçador.

Multiplicaram-se as ocorrências de estupros, ataques com facas, assaltos e todo um cotidiano que transformou a Europa em uma sucursal da Favela da Maré, no Rio de Janeiro.
Com os cidadãos intimidados (mormente pela impregnação “woke”), acuados em suas casas e temerosos por suas vidas, faltava apenas o passo seguinte e final, que começou a ser trilhado esta semana: a caça aos “infiéis” – leia-se cristãos, brancos, europeus e resistentes à escravidão tipicamente islâmica.
Mesmo a Europa medieval, através da Igreja Católica, havia abolido a escravidão; foram os muçulmanos que a reintroduziram na África, lucrando muito com isso.

Tão preocupante quanto a apatia – suspeita, pois muitos líderes locais têm ascendência muçulmana – dos governos da (extinta) Europa, é o fato de que a estratégia de migração, ocupação e consolidação de territórios, com ampla procriação e descendência, se repete em inúmeros países do mundo, inclusive no Brasil – mas este é um assunto que, ao ser comentado, pode acarretar retaliações (por enquanto verbais) iradas de uma enorme turba “lacradora”, dopada por uma esquerda narcótica e que ainda enxerga essa verdadeira Jihad com a mesma arrogância racista que a Europa a via, até poucos dias atrás.

Nada acontece por acaso; tudo é coordenado. Temos um Papa suspeito e omisso, que engole – sorridente – as piores blasfêmias contra o catolicismo, ao mesmo tempo em que a abertura dos Bacanais Olímpicos de Paris escancarou ao mundo o ódio que a turba “woke-lacradora” sente por quaisquer comedimentos sexuais ou comportamentais – especialmente aqueles pregados pelos católicos.
Como coroação, assistimos cidadãos britânicos serem caçados à pau e pedra por guerrilheiros (este é o termo) muçulmanos, em uma ostensiva declaração de guerra (santa?) ao Império Britânico. Pouco se pode esperar, considerando que até mesmo o Rei Charles III é súdito obediente de uma Tarika árabe.

Evidencia-se um movimento semelhante a uma pinça, que cerca e sufoca as nações do mundo, tanto econômica quanto culturalmente, em uma progressão de violências conceituais e degradação social jamais vista, e de forma vertiginosamente crescente.

Se o planeta Terra tiver sorte, novamente se desenha um quadro em que os Estados Unidos da América – se, e tão somente se – sob a liderança de Donald Trump, será novamente o salvador do mundo livre, tal como fez nos idos da Segunda Guerra Mundial.

Caso contrário, infelizmente, viveremos para presenciar o fim da civilização judaico-cristã ocidental na face da Terra.

Aguardemos e oremos.



Walter Biancardine





segunda-feira, 5 de agosto de 2024

SEGUNDA-FEIRA NEGRA

 


Ao que tudo indica, o mundo inteiro aguarda um ataque iraniano a Israel a qualquer instante. Relatos informam que o sistema de defesa antiaérea Domo de Ferro (Iron Dome) trabalhou intensamente neste fim de semana, interceptando foguetes lançados pelos terroristas do Hezbollah contra o norte do território israelense. Essas ações resultam da verdadeira "faxina" que Israel vem promovendo com suas Forças de Defesa (IDF), eliminando – entre outros personagens importantes – Abdel Fattah al-Zarii, chefe do Ministério da Economia em Gaza, ligado ao Hamas, em um ataque à sua casa em Deir al-Balah (centro de Gaza).

Esse nome faz parte de uma extensa lista de pessoas responsáveis pela impressionante escalada de violência no Oriente Médio, que se espalha pelo mundo. Cabe citar Ismail Haniya, morto em retaliação pelas Forças Israelenses, o que colocou o Irã em uma situação delicada. Fontes associadas à oposição iraniana explicam que, para o regime iraniano, é vital responder a essa ação, não para defender Haniya ou Gaza, mas por sentir que "sua dignidade foi espezinhada". Isso desperta um grave sentimento de humilhação interna no regime.

Cidadãos iranianos começaram a encarar o regime como fraco e comprometido do ponto de vista da segurança. A nível regional, as milícias daquele país sentem-se inseguras e avaliam que seu povo não está protegido, nem mesmo no coração de Teerã. Pior: a nível internacional, sua soberania teria sido violada de forma sem precedentes pela "entidade mais fraca", de acordo com a percepção oficial apresentada pelo governo daquele país.

Com toda a conjuntura apontando para um cenário de guerra, a economia – mais precisamente o mercado financeiro internacional – reage como esperado e retrai-se, ainda que desta vez sofra um sombrio impacto da decisão do governo japonês em aumentar seus juros de forma exponencial, como uma manobra de precaução contra o cenário político mundial.

Para sermos mais claros, o mundo pegou empréstimos em iene a juro zero – dezenas de trilhões – durante anos. O Japão eleva os juros de forma inesperada e o iene valoriza de maneira brutal em uma semana. Banqueiros e investidores quebram e pagam esses empréstimos, de forma urgente, em iene, e tentam liquidar as operações. Consequência? A moeda japonesa valoriza ainda mais, e mais banqueiros quebram, vendendo seus ativos "na banheira das almas", como se dizia antigamente.

Evidentemente, existem efeitos colaterais, e um deles é que a bolsa de Tóquio despencou 12,4%, quebrando seu recorde de perdas. Nos outros mercados asiáticos, o índice Taiex, de Taiwan, caiu mais de 8% e o KOSPI, de Seul, 9,6%. O mercado de futuros emergentes afundou 4,8%, o dos EUA despencou 3%, assim como o de futuros em ações de tecnologia, que caiu 6%.

Desnecessário dizer que o mercado de criptomoedas também despencou, e a lista dos "efeitos colaterais" – cuja causa primária é o Oriente Médio – inclui rumores de uma possível terceira guerra mundial, bem como a verdadeira guerra civil que já ocorre na Europa, fazendo com que os mercados esperem uma queda ainda maior amanhã.

Esse último e delicado ponto deve ser abordado, pois a maioria dos analistas políticos não o inclui em suas equações. A infiltração islâmica na Europa – massiva e disfarçada como "ação humanitária de abrigo a refugiados" – sempre teve como objetivo o que se passa atualmente nas ruas das principais cidades europeias: servir como arma de chantagem, ameaça e contrapeso às ações do Hamas em relação a Israel. O objetivo secundário, igualmente evitado pelos comentaristas, é o antigo projeto de implantação do "Califado Mundial", uma vez que, na prática, a maioria dos países europeus já conta com uma balança populacional amplamente favorável aos islâmicos.

No momento em que as tensões no Oriente Médio chegam a níveis críticos, imigrantes muçulmanos se juntam em bandos e percorrem as ruas de cidades como Bolton, na Inglaterra, usando máscaras e balaclavas, todos vestidos de preto, patrulhando as ruas em busca de cidadãos britânicos para caçar, enquanto gritam "Takbir, Allahu Akbar!" Coincidência? Pouco provável, mas esse fato – verdadeiro ato de guerra – é cuidadosamente omitido na mídia "mainstream" mundial.

É preciso que o leitor – à parte os cuidados com seus investimentos – tenha em mente que essa aparente "salada" abstrusa está intimamente correlacionada. Pouco ou nenhum efeito produzirão protestos de norte-americanos contra a política econômica de Joe Biden ou os gritos de desespero pelo arrocho fiscal de Fernando Haddad, no Brasil. O cenário sombrio que vivemos está além do alcance de governos locais, ainda que tanto os EUA nas mãos de Trump, quanto o Brasil sob outra administração, aliviassem, e muito, o problema.

São tempos de buscar informações confiáveis e, tal como a vovó, guardar as economias no colchão.


Walter Biancardine





domingo, 4 de agosto de 2024

AS BELAS TARDES DE DOMINGO -


Recentemente escrevi artigo comentando sobre os símbolos muito bem utilizados por Donald Trump, em sua campanha eleitoral nos EUA. Tive especial cuidado em destacar o mecanismo de funcionamento dos mesmos – chamado, pela psicologia, de “ancoragem emocional” – nos remetendo a dias e acontecimentos felizes do passado, normalmente atrelados a idades em que pouca ou nenhuma responsabilidade ou preocupações possuíamos.

Impossível negar o contentamento que senti ao ver, “folheando” o feed de notícias do Facebook, um anúncio do inefável Agostín anunciando o perfume “Mito”, dedicado ao casal Jair Bolsonaro e Michele mas, obviamente, mais centrado na figura de nosso ex-Presidente da República.

Salta aos olhos, nesta série de anúncios, a figura de Bolsonaro posando diante de um bom, velho e saudoso automóvel Galaxie 500, do final dos anos 60 e início da década de 70 – e desnecessário se faz a ressalva que muitos dos eleitores do mesmo encontram-se em uma idade na qual viam, como crianças maravilhadas, tais enormes e impressionantes automóveis desfilarem pelas ruas mais sofisticadas de nosso país.

Sim, éramos crianças e passeávamos aos domingos – nossas belas tardes de domingo – normalmente em companhia dos pais, felizes e despreocupados, absorvendo cada “pixel” captado por nossos olhos, em êxtase de deslumbramento, pois tudo nos era novidade e cativava a atenção, mais presenteada ainda pelos costumeiros sorvetes, algodões-doces ou quaisquer outras guloseimas que faziam nossas pequenas faces ferverem, radiantes: olhos que toda novidade enxergavam e bocas que todas as delícias consumiam.

Belas e velhas tardes de domingo. Acordávamos, pela manhã, na hora em que bem entendíamos e após o lanche – sim, pois crianças não tomavam café da manhã – poderíamos ir brincar até a hora do almoço. E os almoços dominicais eram sempre especiais: normalmente um gigantesco frango assado (ou sei lá que espécie de ave seria), diversas opções de acompanhamentos e a principal atração para nós, crianças: a enorme garrafa de Coca-Cola “família”, um litro (pasmem!) inteirinho, só para a gurizada!

Na TV o programa de Sílvio Santos nos acompanharia toda a tarde, oferecendo desde um “Domingo no Parque” para os pequenos até a entrega de automóveis, sorteados na Vimave, sem esquecer do imperdível “Show de Calouros”; e esta seria a trilha sonora de tal dia festivo a menos que nossos pais ligassem o som e pusessem uma fita cartucho de Johnny Rivers, Frank Sinatra ou mesmo Sarita Montiel, como prenúncio do convite para darmos uma volta de carro – quem sabe até, por coincidência, um Ford Galaxie como o do anúncio de Bolsonaro?

Esta é a tal “ancoragem emocional” citada acima; muito mais que mórbido desejo de regressão, evidencia-se a busca pela recuperação da segurança que sentíamos. A felicidade exsudante, transpirante em nossos poros, o deslumbre em descobrir o mundo, a alegria, o riso e as mãos seguras de nossos pais nos conduzindo são traduzidas, em um mundo adulto, pelo desejo e capacidade de proporcionarmos aos nossos filhos o mesmo tanto que recebemos, no passado.

E para isso precisamos de uma economia segura, empregos, poder de compra e o exercício de provedores de nossos lares. Mais além: igualmente desejamos poupar as crianças de deformidades morais e conceituais, produzidas pela devastadora guerra cultural que ameaça sucumbir a sociedade como a entendemos e conhecemos.

A mecânica é simples e automática, reveladora dos mistérios de nossa mente e de nossas raízes mais profundas: ao vermos a pitoresca figura de um líder notório, posando recostado em um automóvel de nossa infância, o vínculo – irreversível – está feito, e compromete (no sentido de compromisso) aquilo que de mais íntimo possuímos, transformando desejos em ideais.

Adicionassem uma música – que tal “Paralelas”, do saudoso Belchior e cantada pela igualmente saudosa Vanusa? - ao anúncio e o vínculo se formaria de modo ainda mais profundo, pois tal fenômeno sabidamente se dá por nossas memórias visuais, auditivas e até olfativas e gustativas!

Ainda assim, é motivo de felicidade notar que Bolsonaro começa a empregar os mesmos símbolos que Donald Trump se vale, em suas maratonas pelos EUA.

Não é saudosismo, mas somente o desejo de viver em um mundo menos mau e, se possível, com algum encanto.

Os “wokes” que me perdoem, mas sedução é fundamental.


Walter Biancardine




sábado, 3 de agosto de 2024

ALMA NOBRE -


Acossado por diversos compromissos, não houve como postar meu artigo diário ontem. Entretanto, já havia planejado para este sábado - dia ameno, em geral - escrever algumas breves linhas em agradecimento à alma caridosa que presenteou-me com obeso PIX e salvou a estiagem de meus rendimentos, fazendo chover em minha horta.

Não estou autorizado a citar seu nome e tão pouco o conheço. Aliás, sequer sei qual plataforma teria inspirado a generosidade, pois não há nenhum comentário com seu nome no YouTube ou mesmo X-Twitter, Facebook, Instagram ou sequer em minha página pessoal.

Na verdade, tal busca deveu-se apenas à vontade de agradecê-lo diretamente, mas o que importa é que - contrariando artigo por mim escrito, recentemente - ainda existem brasileiros desejosos de contribuir em causas que acreditam ou apoiar financeiramente pessoas ou instituições, que espelhem seus pensamentos e sejam sua voz perante muitos.

Infelizmente esta boa alma é uma exceção, ou meus agradecimentos seriam feitos de modo mais genérico, a um número indefinido de pessoas.

Não encerro estas linhas, entretanto, sem fazer meus agradecimentos públicos a tal pessoa generosa e que me deixa ciente da enorme responsabilidade que tenho, ao escrever sobre o que for.

Deixo um 'muito obrigado' ao meu benfeitor e desejo um excelente fim de semana a todos!


Walter Biancardine



quinta-feira, 1 de agosto de 2024

VÍCIOS DE LINGUAGEM -



Nada difícil encontrar pessoas cultas, inclusive com preparo acadêmico e que, por circunstâncias diversas, acabam por adotar termos e expressões pertencentes a determinados círculos sociais, profissionais ou até religiosos, epidemicamente crescentes nos dias atuais.

Acabo de ver uma doutora, médica, que luta pela inclusão de novos medicamentos contra a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) no SUS. À parte a nobre causa que está envolvida, contudo, entristece-me ver que mesmo alguém como ela está empenhada para que novos remédios sejam "OFERTADOS" pelo Sistema Único de Saúde.

"OFERTADOS"? Serão colocados em um altar e destinados, em holocausto, à Deus? Ou ela quis dizer "OFERECIDOS"?

Não condenem a doutora, pois tal cacoete difundiu-se tão gravemente pelo Brasil que hoje, dificilmente, se escutará alguém usar o termo correto, independente de suas convicções religiosas - sim, pois tal expressão é característica de fiéis evangélicos.

E não ficamos apenas nesta palavra, pois até "coisas" como o termo "desconstrução" - sabidamente pertencente à militância esquerdista - é desavergonhadamente utilizado por notórios - e autointitulados - direitistas.

Tristemente, a verdade é que a adoção de termos e expressões, tais como as citadas acima, apenas reflete a pobreza vernacular de quem tenta se expressar e não encontra as palavras necessárias e corretas.

Mais triste ainda é o fato de que um povo que não encontra palavras para falar, também não encontrará para pensar: não há como refletir sobre algo que não conseguimos expressar, e o crescimento de orelhas asininas é inevitável e certo.

Há que se ler, e muito. Aprender, ampliar o vocabulário e ter o poder de pensar e falar.

Um Machado - de Assis - pode abrir poderosa clareira no denso matagal da ignorância.


Walter Biancardine



quarta-feira, 31 de julho de 2024

FONTES OCULTAS -


Vez por outra assalta-me a soberba e, em decorrência, vem a má sensação de assistir nomes famosos "chuparem" conceitos meus, que prego há muito - sempre sendo chamado de radical, em consequência dos mesmos - e exibindo-os em canais conceituados, sem a preocupação de citar a fonte.

Acusar qualquer ideologia como uma "muleta" para a aceitação e normalização de ambições, taras e perversões pessoais, bem como controle social, é algo que digo há anos (basta verificar minhas postagens) mas que, agora, começa a ser "ventilado" por nomes célebres, em canais concorridos - sem citar, entretanto, o ignóbil que vos tecla.

Mesmo uma frase que cunhei - "Moisés não teria libertado os judeus do Egito se obedecesse as ordens do Faraó" - embora não seja repetida "ipsis literis" para não dar pinta, é parafraseada pela recente e crescente opinião de que não se derruba uma ditadura por meios democráticos - eleições inclusive - e o drama venezuelano está aí, não apenas provando o que digo mas, igualmente, dando ensejo a que, sem citar meu nome, mostre ter eu toda a razão.

E por quê creio que tais pessoas "me copiam"? Não poderiam ter chegado às mesmas conclusões por si só?

Evidente que poderiam. Mas quando lembro que, "casualmente", aqueles que vejo valerem-se de meus conceitos são, todos, gente que conheço nas redes ou tenho alguma relação mais próxima, minhas desconfianças tornam-se, de alguma maneira, justificáveis nestes surtos narcísicos.

Como disse, este resmungo é apenas um acesso de soberba. O que importa é saber que não apenas tenho razão como, também - e isto é o principal - tais conceitos são divulgados por pessoas infinitamente mais vistas, ouvidas ou lidas do que um pobre, velho, obscuro e roceiro escritor e analista político que, de modo pior, ainda ostenta o estigma de ser jornalista.

Que estas ideias sejam impregnadas nas pessoas, e provoquem - antes tarde que nunca - a tão necessária reação popular contra o regime de terror e trevas que vivemos.

Soberba à parte, não quero créditos: quero um país normal.


Walter Biancardine 



terça-feira, 30 de julho de 2024

ZOOLÓGICO HUMANO -


Qual a mensagem por trás do show de deformidades, na abertura das Olimpíadas?

O entendimento é fácil e primário: tal como um mendigo exibe a perna purulenta em busca de esmolas, estes outros desfilam suas chagas morais e físicas em clara intenção de agredir, misturada com busca de piedade e bem mais, além disso.

A agressividade explícita em todos estes eventos deixa claro que eles nos desejam iguais, em suas desgraças. Seremos disformes como eles, pervertidos como eles, atormentados como eles e sofreremos - por culpa das taras e perversões - tal como eles.

Se nos recusarmos, ameaçam-nos com suas leis, seu predomínio e impõem obrigatoriedade em servi-los, adulá-los e confessarmos nossa inferioridade.

Almas assim convivem com o ódio de si mesmo, complexos de inferioridade, sociopatias graves, toneladas de antidepressivos e a mais atormentadora solidão. 

Mas são alimentados - feito feras - pela grande mídia, que os exibe e proclama sua "superioridade", no triste e diário zoológico da comunicação global.

Já sofrem, na prática, a condenação das almas.

Detalhe: ainda em vida.


Walter Biancardine



segunda-feira, 29 de julho de 2024

HORA DE REPENSAR -


Não é de hoje que a censura se abate nas redes sociais, seja por imposição da ditadura ou de livre iniciativa, já que Google, Facebook e tantas outras pertencem a metacapitalistas globalistas.

Sabemos, entretanto, que vídeos e fotos podem ser usadas como desmentidos cabais das mentiras noticiadas pela grande mídia ou proferida por governos espúrios e, por isso, são alvos preferenciais de ações censórias. Mesmo canais do YouTube onde uma pessoa apenas argumenta, sem valer-se de fotografias, prints ou vídeos, também é igualmente retaliado pelo poder de persuasão que a palavra pode exercer sobre as pessoas - não à toa existem a retórica, oratória e outras ferramentas de convencimento através do discurso.

O que é novidade - e que tive o desprazer de ser "desvirginado" pela mesma - é a ação censória contra a palavra escrita; algo somente visto nos regimes mais absolutistas e repressivos que já existiram.

Cabe notar que - para o bem de minha vaidade profissional e frustração da missão a qual sou imbuído - este tipo de censura, sobre aquilo que é escrito, normalmente é exercida mirando grandes escritores, verdadeiros magos literários e senhores de tamanha carpintaria gramatical que a simples leitura de seus textos, artigos ou livros pode abrir os olhos de toda uma população e subverter, perigosamente, o silêncio imposto pelas ditaduras.

Quando a gigantesca Google, através do Blogspot, veta e exclui meu artigo sobre a perseguição lacradora contra o jornalista Emílio Surita - algo que eu, com 27 vídeos excluídos, 3 contas extintas no Twitter e censuras contumazes no Facebook jamais havia sofrido, em 15 anos de página pessoal - isto quase me envaidece, fazendo com que meu ego carente considere a mim mesmo um verdadeiro artista das letras e, portanto, "merecedor" de tais atenções e perseguições, normalmente reservada aos grandes escritores.

Por outro lado, é inevitável a sensação de pequenez diante de forças tão enormes, que jogam no lixo anos de estudos, análises, buscas de aperfeiçoamentos pessoais e mesmo espirituais, invalidando todas os esforços por cultura superior, conhecimento e elevação do nível de consciência.

De modo pior e raiando a paranóia, chego a temer que tal inclemência desta ditadura chegue - quem sabe? - ao ponto de retirar, vetar ou mesmo proibir os livros que já escrevi e, pior, inviabilize minhas pretensões de publicar, futuramente, em quaisquer editoras.

Para finalizar, confesso que ainda não decidi como devo pensar ou mesmo reagir. De um lado, a fúria contra o despotismo arbitrário e ditatorial em que vivemos e, por outro, a secreta alegria - vaidade mesmo - por desconfiar ser um escritor de calibre bem superior ao que eu mesmo me classificava.

Abandonei o YouTube por causa da censura e meus vídeos roubados - digo, excluídos. Agora, meu artigo foi roubado - digo, excluído - pelo Google.

Se sou censurado onde quer que eu vá, talvez seja a hora de reconsiderar a volta ao YouTube.

Veremos.


Walter Biancardine



A CENSURA, O ÓDIO E OS PRIVILÉGIOS DAS "MINORIAS" -


Mantenho minha página pessoal desde 2007 e, nestes 17 anos de publicações, JAMAIS TIVE UMA POSTAGEM EXCLUÍDA.

Já sofrí 27 exclusões de vídeos (roubos, porque sequer posso baixá-los para mim) no YouTube - o qual é desmonetizado e está em "Shadow Ban" até hoje -, o X-Twitter fechou três (03) perfis meus (sempre às vésperas de eleições), o Telegram já excluiu minha conta uma vez e mesmo o Facebook igualmente censurou-me inúmeras vezes como, tal qual todas as outras redes, mantém-me em "Shadow Ban".

Pois bem, hoje chegou o dia de censurarem o que se escreve, estuprarem a livre expressão de ideias, violarem a Constituição - que me garante a liberdade de expressão - e, de simples plataforma de publicação de opiniões alheias, o Google e sua subsidiária, Blogspot transformaram-se em editoras das visões e óticas de terceiros.

O que há de inaudito nesta CENSURA do Blogspot é o fato de REMOVEREM um artigo, algo escrito, tal qual os piores regimes ditatoriais fazem com livros e revistas, recolhendo-os das bancas, lojas e queimando-os em praça pública.

Inadmissível, criminoso, baixo, torpe e verdadeiro troféu que a atual DITADURA DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO, bem como o ÓDIO WOKE GLOBAL - o mesmo que nos "presenteou" com o BACANAL OLÍMPICO - podem ostentar, classificando o leitor como um estúpido e o autor como depravado, capaz de sequelar mentes com suas opinões.

Recorri desta CENSURA MEDIEVAL, mas sob outro título - menos "ofensivo" à minorias tão pudicas, REPOSTEI o artigo, cujo link segue abaixo: https://walterbiancardine.blogspot.com/.../preferencias...

Igualmente, ilustra este artigo um print do e-mail que recebi hoje, comunicando que meu escrito foi lançado às fogueiras medievais das trevas lacradoras:


Acesse o link e divulgue o artigo, sempre frisando: NO BRASIL JÁ SE QUEIMAM LIVROS!!!!


Walter Biancardine



PREFERÊNCIAS NÃO SÃO PRIVILÉGIOS - A CENSURA É UMA ARMA


 Tempos idos, ainda Presidente ou depois VP do motoclube que fundei, usávamos um ditado bastante popular no meio motociclístico: “o que acontece na estrada, fica na estrada”.

Sirvo-me de tais dizeres para fazer analogia com todos aqueles que souberam-se, em algum momento, homossexuais e seguiram suas vidas sem maiores problemas. E por quê faço isso?

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que tenho amigos gays, trans, negros, amarelos, herbívoros e alguns até, suspeito, extra-terrestres. Sempre tive relações excelentes com os mais próximos e cordiais com os mais afastados e pouco se me dá o que fazem nas intimidades de seus quartos – do mesmo modo que creio ser um abuso intrusivo especularem sobre meus próprios hábitos sexuais, até porque Caetano Veloso já dizia que “de perto, ninguém é normal”.

O problema não é o que fazemos na cama: o problema é quando nos deixamos levar como massa de manobra de alpinistas políticos, oportunistas demagogos, que rotulam escolhas sexuais como “bandeiras de luta” e as transformam, de simples preferências, em “luta por direitos” – como se o fato do sujeito gostar de um boy magia o transformasse, automaticamente, em membro de uma minoria perseguida e morta – antes mesmo do café da manhã – por “nazistas, fascistas, direitistas” e etc.

Usar características pessoais como bandeiras ideológicas é golpe sujo, estelionato político, má-fé eleitoreira mas que, com o amparo da grande mídia – sempre ela, a eterna criminosa – arrebanha defensores até mesmo fora do espectro sexual abrangido. 

A mãe do falecido humorista Paulo Gustavo, que tornou-se famoso com personagens femininos ou que satirizavam gays, é uma dessas pessoas que condenam héteros satirizando homossexuais mas esquecem-se, convenientemente, que seu próprio filho beneficiou-se deste mesmo tipo de humor. Um negro pode chamar a si próprio de "crioulo" (tal como aquele cantor) e tudo estará ok. Gays podem chamarem-se "bichas", em referências entre si, e igualmente não haverá problemas. Mas se eu apontar o dedo para um crioulo bicha na rua, serei eletrocutado na cadeira elétrica, é isso?

Infelizmente, tais idiossincrasias são uma das razões do linchamento moral que o nosso grande Emílio Surita (Pânico na TV, Jovem Pan) enfrenta.

Jamais vivemos tempos tão liberais em termos de sexualidade mas, paradoxalmente, pudicos em relação a quaisquer comentários ou, principalmente, piadas sobre ela. A verdadeira peste negra do pensamento, o “politicamente correto”, manietou a liberdade de fazermos simples comentários e matou – a sangue frio – o humor no mundo. Tudo é “discriminação”, tudo é “racismo”, “homofobia” e, segundo tais histéricos, o ser humano não tem o direito de comentar, ter opiniões ou mesmo fazer piadas.

O caso se deu pelo fato do excelente Surita ter imitado, de maneira humorística e em um programa misto de informativo e humor, alguém conhecido do público e que é homossexual. A atual direção da Jovem Pan – vendida e submissa à nossa ditadura – entendeu como verdadeira “blasfêmia” contra os “sacrossantos” e supostos “direitos” dos gays e isso bastou para dar o início a uma chuva de comentários, irados e raivosos, contra o pobre Emílio – que só fez uma piada.

Pergunto: um conhecido Foucault, que gastava-se em hipóteses filosóficas vãs e depois ia a clubes gays para deixar-se chibatear por garotões, deveria ter direitos diferenciados por isso? Um sujeito que apaixonou-se por outro cara deve ter algum privilégio legal, tal como leis específicas para ele? Ou mesmo meu falecido amigo Sergei – padroeiro do Rock and Roll – que transava com samambaias, mereceria leis que o “protegessem”?

Por óbvio que existe preconceito contra gays. Mas também existe contra nordestinos, negros, japoneses e até contra motociclistas (“são todos uns bandidos”) ou gente que usa óculos, os eternos “quatro-olhos”. Mas vale notar que o preconceito – no referente da palavra – só se dá quando o gay, negro ou seja quem for, é literalmente prejudicado, preterido ou discriminado por isso, tal como em uma seleção de emprego ou na utilização de um elevador – e exemplifico com elevadores propositalmente, pois remete diretamente aos banheiros masculinos e femininos.

A biologia não muda, e só existem dois sexos. Um trans terá de usar o banheiro masculino e pronto, pois a transexualidade – mais que uma homossexualidade de nascença – é uma escolha pessoal e o fato de alguém “sentir-se uma mulher”, árvore ou cachorro não cambiará seus cromossomos ou teores de testosterona. Isso não é preconceito, é fato.

Por outro lado, ao encontrar um amigo trans e o mesmo exibir o real aspecto de uma mulher – e conheço alguns assim – eu o chamarei de “ela” e cumprimentarei com um par de beijos no rosto, pois é o que meus olhos veem e pouco se me dá se utilizará o banheiro masculino. Já um Pablo Vittar, por exemplo, para mim é “ele” – pois é o que meus olhos veem – e fim de papo. Como me definiriam agora? “Nazista, fascista, direitista, taxista, onanista” ou “bicha enrustida”?

Quando alguém é ofendido por sua cor ou escolhas pessoais – sejam sexuais ou mesmo políticas – tal fato merece a execração do círculo de pessoas, o repúdio da sociedade contra aquele que assim age, mas nunca o longo braço do Estado onipresente punindo, por vias legais, um simples imbecil. E este é o risco que Emílio Surita corre, atualmente.

Quando uma ideologia castra-nos o riso, o sagrado direito de fazer piadas sobre os outros, tal fato apenas espelha uma conjuntura doente e que regrediu o povo aquém de uma das principais características da vida em sociedade, impondo um cotidiano sisudo, soturno, que nos ameaça até mesmo pela eventualidade de nossos pensamentos ou espontaneidade de opiniões – e isso é doença, causada por um Estado mau e opressor.

Nada tenho contra gays ou trans, mas abomino os “movimentos gays”, siglas com quase um alfabeto inteiro que as defina – pois que para cada gosto criou-se uma nova “espécie” sexual – ou quaisquer e óbvios instrumentos de utilização das pessoas como simples massa de manobra política.

Tal pensamento também se estende aos negros, nordestinos, gordos ou seja lá quais forem as novas categorias de “minorias discriminadas” que, diariamente, a mídia inventa.

O que fazem com Emílio Surita é pura catarse, expectoração de ódios e recalques pessoais – muitos de nascença e outros impostos pela mídia – e todo o escândalo nos mostra, na justa medida, as enormes dimensões de uma máquina política criada para arrebanhar e cevar grande e inocente massa de manobra, nutrindo-os com a clara fúria divisionista esquerdista.

Um gay que deseje casar não mudará os dogmas e a Verdade Revelada.

Um trans que precise ir ao banheiro – por linda que seja – usará o banheiro masculino, pois o DNA não converteu-se.

Um homem qualquer continuará fazendo piadas sobre magricelos, gente de óculos, gays, mulheres dirigindo, negros ou até macumbeiros, pois ideologias só transformam a psique quando aquele que a adota sucumbe ao poder patológico de seu doutrinador, e torna-se um doente – não um idealista.

Que Emílio Surita largue a pútrida Jovem Pan em boa hora, pois tanto ele quanto seus associados no Pânico serão muito bem vindos ao nosso “suposto Gabinete do Ódio” conservador, que contamina a internet com as verdades que ninguém quer ouvir.


Walter Biancardine


domingo, 28 de julho de 2024

QUANDO PASSAMOS DO LIMITE - BACANAL OLÍMPICO


Basta ver a ilustração acima: tal como escrevi em meu artigo de ontem, "talvez estejamos em um raro momento da humanidade em que reina o assombro mútuo, tanto por parte dos agressores quanto dos agredidos, ambos pasmos com a enormidade do ato.

Os agressores sentem, neste momento, que ultrapassaram – em escala bíblica – todos os limites da ignomínia, baixeza e depravação em sua ânsia iconoclasta, revelando-se verdadeiramente surpresos com as dimensões inauditas das enormidades cometidas."

Acertei em cheio. Não apenas os patrocinadores correm em debandada como até mesmo inusitado "apagão" tomou conta das ruas de Paris, restando iluminada apenas a Basílica católica...

Surpresos com a própria podridão, agora tentam se desculpar...

sábado, 27 de julho de 2024

A BABILÔNIA FESTIVA DE MACRON: VITÓRIA DA AGENDA WOKE 2030?

 


Um misto dos mais alucinados filmes de Fellini com toques do pavoroso “Pink Flamingos” (Divine/ John Waters) e toneladas de pornografia, deboches e deformações dos mais simbólicos e caros elementos do cristianismo: assim podemos resumir, de modo bastante breve e comedido, a abertura das Olimpíadas 2024 em Paris, França.

Em verdadeiro acesso de vômito, uma hemoptise cultural, expuseram ao mundo um show de péssimo gosto, envolvendo drag queens caricatas e demônios – sim, pois o mesmo lá esteve como anfitrião e representado por incontáveis símbolos, que esbofetearam não somente a cara de Jesus Cristo como, também, de toda a sociedade judaico-cristã ocidental – mera exibição e promoção de rituais satânicos, práticas anormais e psicopáticas.

Exultante, o auxiliar corcunda de Belzebú – mais conhecido como Macron – exclamou: “Conseguimos!”, e talvez semelhante besta apocalíptica não esteja, de todo, errada. Com sua aprovação, na capital de seu país (que foi, outrora, referência em cultura, civilização e mesmo finesse para o mundo), o Primeiro Ministro Quasímodo exibiu ao mundo estupefato não uma simples festa de abertura de Jogos Olímpicos, mas uma real missa satânica.

Um atleta brasileiro, que competirá no surf, não pode representar o Cristo Redentor na sua prancha mas travestis puderam escarnecer Jesus na abertura, profanando descaradamente a Santa Ceia na cerimônia – sim, o surfista “Chumbinho” foi obrigado a remover a pintura do Cristo Redentor em suas pranchas porque “os jogos tem regras focadas na neutralidade religiosa”… Certamente tal “neutralidade” foi deixada bem clara nos deboches aos valores cristãos – sempre representados por deformidades humanas no palco – enquanto a religião de Maomé sequer foi lembrada por nenhum dos marginais hereges envolvidos.

Curioso comportamento de isenção, em um país que teve um jornal dizimado e jornalistas mortos à bomba – Charlie Hebdo – apenas por terem feito uma charge de Maomé. Talvez o segredo para os cristãos obterem um mínimo de respeito seja esse: para cada deboche, dez almas.

Donald Trump disse: “A cerimônia das Olimpíadas foi um show de drag satânico. Eles estavam zombando de Deus, dos cristãos e do cristianismo. Vou parar com esse satanismo doentio já no primeiro dia”, afirmou. E não é preciso ser um estudioso do simbolismo religioso para identificar, de pronto, todas as ofensas que foram atiradas às faces cristãs, tais como bezerros de ouro, cavaleiros do apocalipse, entre outros.

Tal festa bacante – bacanal – exibiu sobejamente o colapso da civilização e da cultura cristã na Europa Ocidental, com travestis retratando a Última Ceia, mas os organizadores das Olimpíadas declararam, candidamente, que a imagem é apenas “interpretação do deus grego Dionísio, para nos tornar conscientes do absurdo da violência entre os seres humanos" – e talvez estejamos presenciando o ápice da hipocrisia que um satanista confesso possa alcançar, confiante em nossa passividade quase apóstata.

Uma criança – sim, elas não podem faltar em tais tipos de bacanais – em meio a drag queens, representava o papel de discípula enquanto uma mulher, obesa ao limiar da explosão, aparecia no centro fazendo às vezes de Jesus, em clara escatologia (uso o termo como sinônimo de cropologia) e nos remetendo à Santa Ceia – pura profanação – e dando a chocante percepção que todos os telespectadores tiveram, ao assistir semelhante e bizarra cena.

A conhecida Karina Michelin escreveu, no X-Twitter, que “não é a França somente que fala, mas sim uma minoria da esquerda radical, progressista, filhos do globalismo prontos para qualquer provocação e degradação da humanidade.”, e a mesma está certíssima.

Também acrescentou que a Conferência Episcopal Francesa repudiou as cenas de zombaria do cristianismo, e constatou – tal como todos que assistiram o bacanal olímpico – que “os satanistas sequer tentaram esconder seu desdém pelo sagrado, vergonhosamente abordando todas as questões sociais que eles próprios criaram para fomentar o caos na humanidade”.

Segundo Karina, “está tudo bem para a religião satânica do Woke (pós-modernismo neo-marxista) zombar e debochar do cristianismo, afinal qual religião está dominando a França mesmo?”, pergunta. E eu respondo: a França – tal como Inglaterra e Alemanha – já é, de fato, um califado muçulmano e, por isso, nenhuma menção a quaisquer outras religiões foi feita.

Por óbvio a enormidade, mundialmente assistida, provocou revolta e fúria em milhões de pessoas (não as fazendo, entretanto, levantar do sofá para quebrar a cara dos apóstatas) e a reação dos procuradores de Belzebú não poderia ser outra: igual ao Brasil do STF, a censura.

Usando como pretexto a violação de “copyright” os procuradores de Satanás tentam, agora, controlar os danos causados pelo impacto negativo das ofensas, cometidas na cerimônia de abertura – melhor dizendo, bacanal – de ontem.

O conhecido Lorenzo Ridolfi diz que “praticamente todos os usuários da plataforma X receberam notificações de DMCA dos Jogos Olímpicos hoje. Mesmo que todos os clipes postados estivessem na diretriz de ‘20 segundos’ para eventos esportivos (a maioria dos clipes tinha menos de 10 segundos), os Jogos Olímpicos estão forçando a remoção desses vídeos”. E acrescenta: “eles estão tentando apagar e controlar a cobertura da cerimônia de abertura da noite passada. Não é difícil imaginar o motivo por trás dessa tentativa de censura, mas fica claro que há uma preocupação em suprimir as críticas e os comentários negativos que surgiram após o evento”.

Talvez estejamos em um raro momento da humanidade em que reina o assombro mútuo, tanto por parte dos agressores quanto dos agredidos, ambos pasmos com a enormidade do ato.

Os agressores sentem, neste momento, que ultrapassaram – em escala bíblica – todos os limites da ignomínia, baixeza e depravação em sua ânsia iconoclasta, revelando-se verdadeiramente surpresos com as dimensões inauditas das enormidades cometidas. Reagem censurando, buscando apoio em mitologias da era do bronze e, de alguma maneira, esperando emprestar um caráter não tão profano e belicoso ao bacanal que Macron – o Quasímodo de Paris – aplaudiu.

Os agredidos por sua vez – toda a civilização judaico-cristã ocidental – apavora-se e refugia-se em “prenúncios do fim do mundo”, para não ser obrigada a fazer o que verdadeiramente deveria ser feito; como seja, tirar dos armários as velhas espadas e roupas de “Cruzados”, Cavaleiros de Cristo, e empreender verdadeira e furiosa cruzada contra não apenas os inimigos da fé como, também, igualmente destruidores de nossa civilização e que, brevemente, nos escravizarão sem dó ou piedade.

Momento tristemente marcante na história do homem, a bacanal de abertura dos Jogos Olímpicos foi, na verdade, uma cerimônia de encerramento da humanidade por sobre a terra.

Bergoglio? Esqueça-o. E que a consciência dos eternos omissos seja-lhes leve.


Walter Biancardine








quarta-feira, 24 de julho de 2024

OS SÍMBOLOS EM TRUMP E O SONHO AMERICANO -

 


Recentemente comentei em meu perfil, no Facebook: “em Michigan, todos aguardando a chegada de Trump para seu comício de hoje. Enquanto isso, nos alto falantes, uma deliciosa ‘Dancing Queen’ ecoa pelo estádio. (...) PS: agora toca um bom e americaníssimo Elvis Presley. Um dia discorrerei sobre todos estes simbolismos evidentes.

Pois chegou a hora de falar sobre Trump e seus símbolos – o “sonho americano”.

Devolver à América sua grandeza perdida é a palavra de ordem que norteia e transpira em todas as aparições, discursos, falas e atitudes deste senhor Donald, o Trump. Entretanto, para o cidadão comum tal grandeza não se resume, necessariamente, ao poderio militar norte-americano; mesmo a parte que diretamente o afeta – mais empregos, menos impostos e uma vida confortável – se resumiria a uma coleção de chavões, promessas e propostas se não fossem acompanhados de elementos que atingem, em cheio, o subconsciente emocional da grande maioria dos habitantes daquele país.

O que era a “grandeza” americana, outrora ostentada e hoje perdida? Apenas dinheiro, poder militar e conforto?

Não, era muito mais que isso. Um verdadeiro universo de elementos afetivos, emocionais, lembranças de infância, músicas, casas, carros e outros detalhes, que tornavam aquele país prontamente identificável em qualquer fotografia exibida aleatoriamente, mesmo sem legendas ou descrições.

Como seria um retrato dos USA em 1975 – ano em que o Abba lançou seu sucesso “Dancing Queen” – ou mesmo nos anos 60, relembrados pelas canções de Elvis nos “rallyies” de Trump?

Nos bastaria, para ficarmos nos anos 60, rever alguns episódios das antigas e populares séries de TV, tais como “Jeannie é um Gênio” (I Dream of Jeannie) ou “A Feiticeira” (Bewitched), onde a sua poderosa indústria cinematográfica, por mais antiamericana que fosse em seu íntimo, refletia obrigatoriamente a vida invejável desfrutada pela classe média nativa, com suas grandes casas sem muros, dois enormes carros na garagem, uma infinidade de eletrodomésticos inacreditáveis e as doces confraternizações no “Thanks Given” ou Natal.

Neste passado glorioso – à parte os feitos heroicos da conquista do oeste – o eleitor de Trump deseja novamente morar naquelas espaçosas casas sem muros e, após um café da manhã cheio de cereais Kellog’s, despedir-se de sua esposa com um beijo, entrar em seu enorme conversível e rumar para o trabalho. A feliz mulher, por sua vez, colocará as crianças dentro da gigantesca “Station Wagon” estacionada na garagem e as levará para a escola, sem esquecer de dar uma passada no mercado depois, para trazer os dois infalíveis sacos de papel com pequenas compras, repletas de enlatados e congelados.

Ao ouvir um antigo sucesso de Elvis ou do grupo Abba, o americano médio é automaticamente transportado, em emoções e sentimentos, a toda aquela saudosa felicidade pacata cotidiana e a incomensurável sensação de segurança familiar – algo que, em muitos cidadãos, permanece em forma de carência e arraigada em seu cruel “day by day” da vida atual e adulta.

O que Donald Trump oferece não são apenas empregos, impostos mais baixos ou segurança em suas fronteiras. No universo do homem laranja, o pagador de impostos voltará a ter à sua volta todo aquele fabuloso, farto e seguro “american way of life”, difundido mundialmente por seus filmes e séries.

Na verdade, o ser humano médio – e pouco importa em qual país habite – vive uma onda “retrô” mundial, e tal fato não é à toa: os dias presentes são abjetos, sequer um comercial de TV guarda alguma inocência ou oferece brinquedos para as crianças; as músicas são tambores de guerra hipnóticos e verdadeiros arautos de uma “landscape” pós apocalíptica. Cada minuto vivido nos remete ao pesar, às preocupações mais sinistras e tal atmosfera “noir” nos obriga a aceitar e conviver com tudo aquilo que o ser humano tem de mais podre e depravado, pois tais degenerações foram "normalizadas" e impostas como regra.

A mágica surgiu, entretanto, nos Estados Unidos da América do Norte: o homem laranja promete uma vida não apenas mais fácil mas sugere – em cada símbolo sutilmente exibido em seus comícios – a volta da inocência perdida, da tranquilidade diária, e oferece seus serviços tal como a mão segura de um pai é estendida ao filho, para conduzi-lo em segurança.

Todo o conteúdo exibido como exemplos neste artigo é apenas uma parte infinitesimal deste verdadeiro “mundo”, portador de tantas referências, sorrisos e boas lembranças: em confronto direto com a descarada e massiva propagação da cultura “woke”, o “deep state” norte americano encontra-se em real desespero, pois não apenas o que Trump oferece é aquilo que o eleitor mais deseja como – para mal dos pecados democratas – já o fez uma vez, quando Presidente, e o cidadão bem o sabe capaz de fazê-lo novamente.

Permitisse a legislação norte-americana que Trump passasse dez anos ininterruptos na Presidência e, talvez, víssemos novamente enormes Cadillacs nas ruas de Nova York e o rock and roll voltar às paradas de sucesso, ao lado de bons “westerns” no cinema.

O americano médio assiste, hoje, a maestria com que Donald Trump enfrenta e sai vitorioso sobre a grande mídia e cultura de massa, responsáveis diretos pelo fim da grandeza americana.

Se ele fez uma vez, poderá fazer de novo.

Que Deus abençoe e proteja este homem.



Walter Biancardine





terça-feira, 23 de julho de 2024

UMA EXCELENTE NOTÍCIA -

 



Estréia nesta sexta feira (26) o primeiro canal de TV aberta, de viés conservador e de direita, no Brasil. O nome é TVD, canal 581, transmitido gratuitamente para os 12 milhões de antenas parabólicas espalhadas pelo país. 

A iniciativa transmitirá, diretamente de Belo Horizonte, uma grade completa de programação, incluindo canais consagrados como Revista Oeste, Rádio Auriverde, Fator Político BR, Didi Red Pill e muitos outros.

Inicialmente não haverá transmissão aos sábados e domingos, mas é apenas uma questão de tempo: a grade de programação, que abrange as 24 horas do dia, em breve incluirá o final de semana com facilidade.

Você que é conservador mas não usa as redes sociais com frequência ou mesmo não está disposto a pagar as mensalidades de um provedor de internet, basta sintonizar sua parabólica no canal 581, TVD!


Walter Biancardine



segunda-feira, 22 de julho de 2024

DEFORMA TRIBUTÁRIA: A CONSOLIDAÇÃO DA DITADURA -

 


Assistia agora pouco a deputada Júlia Zanatta (PL/SC) via YouTube, na Rádio Auriverde, sendo entrevistada pelo excelente Alexandre Pitolli e discorrendo sobre a infeliz reforma – deforma, diria um realista – tributária, empurrada goela abaixo pelo Governo Federal.

Descontado o avanço vampiresco sobre as jugulares de nossos bolsos, o ponto que considerei realmente preocupante é a proposta de criação de um organismo Federal de regulação, com poderes superiores ao Congresso e, mesmo, aos poderes dos Governadores dos Estados, para “regulamentar” – leia-se “decidir” – a distribuição dos dinheiros públicos aos Estados da Federação.

A onipotência de um pequeno comitê gestor, responsável por este organismo, nos remete diretamente aos piores tempos dos governos militares, onde os Governadores viam-se obrigados a praticar a “política do pires na mão”, mendigando ao Governo Federal as verbas necessárias e, inclusive, aquelas arrecadadas por seus próprios Estados.

O objetivo é claro: governadores de oposição morrerão à míngua, seus Estados apodrecerão por falta de dinheiro e – política é assim – os mesmos jamais serão reeleitos; o povo obviamente preferirá escolher candidatos “alinhados” com o Governo Federal – leia-se “ditadura” – para que os serviços básicos, essenciais, voltem a funcionar em suas cidades.

Isso nos mostra claramente que a ditadura do Ludibriário já sente segurança o suficiente para, após consolidar o controle sobre o povo, começar a controlar os Estados.

Até o momento devo confessar minha enorme preocupação com os comentários e críticas que ouvi, de parlamentares e analistas políticos, sobre tal “deforma tributária”. Todos, sem exceção, concentram seus cuidados sobre o real e desenfreado avanço do Governo sobre nossos bolsos, mas nenhum deles – NENHUM – em momento algum, parou para alertar o povo sobre esta verdadeira “reorganização administrativa da ditadura” que, além de abarrotar seus cofres, garantirá que todos os Estados da Federação sejam submissos e cordatos, suplicantes por verbas e dispostos a dar em troca toda a obediência necessária, exigida pelos ditadores.

Anotem o que estou dizendo: este “Comitê Gestor”, que decidirá quanto cada Estado receberá, será evidentemente composto pelos eternos apaniguados da ditadura – e pouco interessam seus cargos e ocupações: que sejam políticos, empresários, padres ou até “personal trainers”, não importa. Todos estarão ali para fechar as torneiras aos Estados governados pela oposição e regar, com fartura, aqueles cujos Governadores sejam aliados. Cabe observar que esta rega farta irá diretamente para os bolsos de tais elementos, não para as necessidades do povo, como por hábito acontece no sistema petista.

Aquilo que escrevo tem tanta repercussão quanto o furto de um bujão de gás em Xambiobá, e por isso peço aos leitores – caso algum seja bem relacionado com pessoas influentes – que ajude a espalhar este alerta, pois tal Comitê nada mais é que a consolidação da ditadura do Ludibriário, no Brasil.

E lembro: há que se impedir tal barbárie já, imediatamente, pois a proposta segue lépida e fagueira em nosso omisso Legislativo.

O aviso está dado, depois não reclamem.


Walter Biancardine