Onde ponho minhas mãos
Que não se queimem de medo,
Que não deixe os anéis
Para salvar os dedos?
Que não se queimem de medo,
Que não deixe os anéis
Para salvar os dedos?
Onde ponho minhas mãos
Que não sangrem o que toquei,
Não esmaguem o que agarrei?
Onde ponho minhas mãos
Que não pareça sem ter onde usá-las,
Que não seja para dá-las
Em adeus a quem se foi?
Walter Biancardine

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