Cansei de me preocupar se lêem esta página ou não.
Desde que o YouTube me puniu, não tenho mais acesso às métricas daqui e por isso me surpreendeu o comentário de um doido sobre algo que escrevi.
Sim, alguém deve ler isso em algum momento, mas pouco me importa.
Não sou famoso e nenhuma diferença faz uns dois ou três aleatórios passarem por aqui e enxergarem particularidades que não publico nas redes. Hoje, esta página virou quase um “diário”.
A diferença que me importa neste momento é a que separa minha urgência de saúde da letargia do SUS.
Preciso de remédios que me tirem desse estado. Preciso que um psiquiatra me dê receitas. Preciso sair desse buraco, pois enquanto isso me incomodar é sinal que há esperança de cura.
Fui na Unidade Básica de Saúde aqui da roça, nesta última sexta-feira. Conheço a senhora que trabalha lá, ela mora em frente as terras onde vivo e li em seus olhos que ela percebeu meu problema.
Ainda aguardo que ela me avise quando uma psicóloga irá definir meu horário de atendimento, que será 1º de setembro. A psicóloga vai me medir, pesar, cheirar, avaliar e decidir se posso ir ao olimpo da cura psiquiátrica – eterna burocracia estatal.
A minha amiga sabe disso. Vejo em seu rosto calado e conformado. Ela precisa do emprego.
E tanto sabe que me ofereceu uma oração. Disse que rezaria por mim.
Aceitei de bom grado.
Até porque sequer mencionei que também preciso de atendimento clínico pela dor de estômago diária que sinto, a qual se irradia até os rins.
Sim, deixei isso pra depois, afinal conheço as pessoas.
Por melhores intenções que tenham, não se deve complicar a cabeça delas com informações demais.
Quando marcarem o horário da psicóloga, falarei com ela sobre a dor.
O SUS é assim: sua dor e sua agonia devem aguardar na fila.
Sem perturbações da ordem, por favor.
Desde que o YouTube me puniu, não tenho mais acesso às métricas daqui e por isso me surpreendeu o comentário de um doido sobre algo que escrevi.
Sim, alguém deve ler isso em algum momento, mas pouco me importa.
Não sou famoso e nenhuma diferença faz uns dois ou três aleatórios passarem por aqui e enxergarem particularidades que não publico nas redes. Hoje, esta página virou quase um “diário”.
A diferença que me importa neste momento é a que separa minha urgência de saúde da letargia do SUS.
Preciso de remédios que me tirem desse estado. Preciso que um psiquiatra me dê receitas. Preciso sair desse buraco, pois enquanto isso me incomodar é sinal que há esperança de cura.
Fui na Unidade Básica de Saúde aqui da roça, nesta última sexta-feira. Conheço a senhora que trabalha lá, ela mora em frente as terras onde vivo e li em seus olhos que ela percebeu meu problema.
Ainda aguardo que ela me avise quando uma psicóloga irá definir meu horário de atendimento, que será 1º de setembro. A psicóloga vai me medir, pesar, cheirar, avaliar e decidir se posso ir ao olimpo da cura psiquiátrica – eterna burocracia estatal.
A minha amiga sabe disso. Vejo em seu rosto calado e conformado. Ela precisa do emprego.
E tanto sabe que me ofereceu uma oração. Disse que rezaria por mim.
Aceitei de bom grado.
Até porque sequer mencionei que também preciso de atendimento clínico pela dor de estômago diária que sinto, a qual se irradia até os rins.
Sim, deixei isso pra depois, afinal conheço as pessoas.
Por melhores intenções que tenham, não se deve complicar a cabeça delas com informações demais.
Quando marcarem o horário da psicóloga, falarei com ela sobre a dor.
O SUS é assim: sua dor e sua agonia devem aguardar na fila.
Sem perturbações da ordem, por favor.
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