eu escutava tudo aquilo
que os velhos sábios diziam
decorava expressões do rosto
gestos de braços e mãos
a sabedoria de seus cabelos
brancos e finos e poucos
anotei tudo que ouvi
guardei em cadernos empilhados
como precioso tesouro escondido
meu e só meu e de mais ninguém
toda aquela sabedoria seria
minha
tanto escutei e tanto escrevi
que um dia nas agruras da vida
os busquei pra ler e saber
o que fazer
e da primeira a última linha
primeira a última página
tudo era igual:
“ai, minha artrose”
“as varizes me matam”
“tô usando fraldão”
“meus dedos não dobram”
“cadê minha bengala?”
“hein? o que disse?”
imbecis
também envelhecem
W. Biancardine
que os velhos sábios diziam
decorava expressões do rosto
gestos de braços e mãos
a sabedoria de seus cabelos
brancos e finos e poucos
anotei tudo que ouvi
guardei em cadernos empilhados
como precioso tesouro escondido
meu e só meu e de mais ninguém
toda aquela sabedoria seria
minha
tanto escutei e tanto escrevi
que um dia nas agruras da vida
os busquei pra ler e saber
o que fazer
e da primeira a última linha
primeira a última página
tudo era igual:
“ai, minha artrose”
“as varizes me matam”
“tô usando fraldão”
“meus dedos não dobram”
“cadê minha bengala?”
“hein? o que disse?”
imbecis
também envelhecem
W. Biancardine
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