Venho insistindo. Minto pra mim mesmo.
Mas leio o que escrevo.
É patético.
Não me reconheço nas linhas e frases. Me envergonho de ter mostrado. E sei que não é com as mãos que se escreve, mas com a cabeça.
E parece que ela se foi.
Bateu a porta da rua com tanta violência que afetou o corpo. E deixou pra trás a suspeita que talvez tudo tenha sido nada.
Tudo o que eu queria dizer, gritar e mostrar era nada. Fogo de palha.
Queimou rápido.
Ficou só o chão, preto e sem nada a nascer.
E o corpo queimou também, junto com a cabeça, o coração e a alma.
Não me reconheço no que escrevo.
Nem no que faço, digo ou vivo.
Sou um estranho hoje, pra mim.
E um estranho inconveniente.
É hora de parar.
Walter Biancardine
Mas leio o que escrevo.
É patético.
Não me reconheço nas linhas e frases. Me envergonho de ter mostrado. E sei que não é com as mãos que se escreve, mas com a cabeça.
E parece que ela se foi.
Bateu a porta da rua com tanta violência que afetou o corpo. E deixou pra trás a suspeita que talvez tudo tenha sido nada.
Tudo o que eu queria dizer, gritar e mostrar era nada. Fogo de palha.
Queimou rápido.
Ficou só o chão, preto e sem nada a nascer.
E o corpo queimou também, junto com a cabeça, o coração e a alma.
Não me reconheço no que escrevo.
Nem no que faço, digo ou vivo.
Sou um estranho hoje, pra mim.
E um estranho inconveniente.
É hora de parar.
Walter Biancardine
Nenhum comentário:
Postar um comentário