as estradas que ando
pouco me importam
quero as distâncias
as curvas e retas
e vento na cara
horizonte distante
só me faz acelerar
não conto quilômetros
nunca o alcanço
e nem quero chegar
sou filho da estrada
filho do vento e poeira
sempre andando veloz
naquela reta sem fim
que não dá em lugar
nenhum
aponto pra frente
e sigo porque
não importam os destinos
mas as estradas
que escolhemos
e quando a estrada acabar
não enviem flores
o uísque
é por conta
da casa
Walter Biancardine

Nenhum comentário:
Postar um comentário