segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A CAMA É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS

Existem mulheres que usam o sexo como balança.
Medem por ali o que outros sentem ou pensam dela.
Normalmente acompanham maridos, namorados ou ficantes em seus passeios, gostos e hobbies. 
Até gostam, eventualmente, das mesmas coisas. 
E se não gostam, fingem gostar com perfeição.
Mas tudo precisa terminar na cama.

Se não termina, ela conclui o desamor ou desinteresse ou mesmo que ele tem outra.

Não há filtro que disfarce as intenções e pensamentos de uma mulher dançando ou fazendo qualquer coisa junto com seu homem apenas para o acompanhar. Por mais que ela também goste daquilo, é quase uma tolerância.
Ela precisa de cama.
É na cama que o mundo faz sentido pra ela.
É na cama que ela mede o amor.
Pior: mede principalmente o amor-próprio.

Mas vem a rotina do casal e as brigas aparecem.
E o homem não funciona como a mulher – não há como disfarçar o desânimo após discussões ou a sensação de ser um lixo.
Broxa, é o nome que se dá.
E essa mesma mulher, que julga o amor de seu homem por seu desejo conclui, feito um gênio, que ele não a deseja porque não a “procura”.
E nunca lembra das razões do “não-procurar”.

Mulheres assim costumam ser lindas e geniais.
Mas não enxergam a cova que elas mesmas cavaram.

Normalmente terminam com um imbecil, que mal alcança seus calcanhares.

Mas ele trepa todo dia.



Walter Biancardine


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