Os mais "intelectualizados" apontaram dedos priápicos contra mim, perguntando em ar de desafio: "Como então um conservador pode pregar o povo nas ruas, a revolução"?
E respondo que não prego nenhuma "revolução" - povo nas ruas sim, sacrifícios sim, enfrentamento sim, mas tudo isso deve ser visto sob a ótica da legítima defesa, pois vivemos em um absurdo estado de guerra, o ataque do governo contra o povo. Onde o "paraíso prometido"? Onde o "futuro melhor" em meus clamores? Não existem, trata-se apenas de defender nossa própria vida, expulsando tais criminosos do poder.
Outros, "constitucionalistas", agarram-se às limitações de nossa doentia Carta Magna - parlamentarista e socialista - excusando Bolsonaro de quaisquer culpas, pela impossíbilidade legal de agir.
Mas quem prega a reação dentro da lei? Quem, em sã consciência, acreditará que "dentro das 4 linhas" - território do inimigo STF - teremos alguma chance de sucesso? Pergunto: Moisés teria libertado os judeus do Egito, se seguisse as leis do Faraó?
E para acabar de broxar dedos priápicos e ostentações constitucionalistas, completo com a seguinte e vital pergunta: em nome de quem as leis são promulgadas? Em nome de quem o poder é concedido? Em nome de quem a autoridade exerce suas funções? Em nome do povo, ora bolas!
O povo é a instância última do poder; em seu nome e sob seu consentimento tudo é feito, o povo é o poder soberano e, vá lá, moderador.
Deste modo, se multidões em fúria agirem teoricamente fora da lei, o mesmo exerce seu poder soberano de "novação" dos termos do contrato, e resta àqueles a quem o povo delegou poderes, acatar.
Onde sou "revolucionário"? Onde prego ideologias? O que defendo é que salvemos nossas próprias vidas, e que este bando de "jóqueis da desgraça", parasitas da aflição alheia, cafetões do sensacionalismo - sim, estou falando com você, youtuber - procurem as migalhas restantes de suas dignidades e usem suas influências para o nosso bem.
Ou que vão, todos, à merda.
Tal como eu, ninguém sentirá falta.
Walter Biancardine
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