quarta-feira, 30 de julho de 2025

UM DIA MAGNITSKY -


Pois: eis que o psicopata togado lascou-se e hoje é um pária financeiro e comercial internacional, cuja sentença de morte foi expedida através da imposição da Lei Magnisky contra ele.

Entretanto, pensemos: o quê Alexandre Imorais foi fazer em Roma, junto com o gracioso Ministro Raboso? De Roma para a Suíça é um pulo e, voando nas asas do dinheiro, da Suíça para a China, Rússia ou Oriente Médio é, igualmente, uma curta viagem para se abrigar cordilheiras monetárias.

Outra: a imoralidade campeia no Brasil, a tal ponto que logo construirão uma narrativa de manter Imorais no STF - com todos os seus poderes - como "uma forma de resistência aos abusos imperialistas norte-americano contra nós e nossa soberania". E seu arbítrio continuará impune, pois a Lei Magnitsky não o impede de praticar nenhuma atividade em solo tupiniquim. Ah, sim: e a vergonha na cara nunca foi nosso forte.

E resta a última e sombria questão: por quê Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo vieram a público defender que não se aplicasse a lei a Gilmar Mendes e Barroso?

Gilmar é dono de faculdades e instituições de ensino em Portugal, pais que - coincidentemente - está sendo invadido pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) outrora defendido em juízo por Imorais. E Raboso destaca-se por arrogar-se como um "expoente iluminista" dentro da Corte, pilar filosófico dos arbítrios ditatoriais do STF e ideologicamente íntimo do Foro de São Paulo e seus cartéis "cabulosos".

Se a Magnitsky parar por aí, veremos um claro limite entre expor um bode expiatório à guisa de "calmante" e a satisfação por um bom acordo, exalada pelo fedorento e invencível capiroto das drogas.

Já fomos por demais surrados e nenhuns motivos temos para entender tal defesa de ambos como "estratégica" ou mesmo conveniente.

Parabéns quanto ao Ovo mas, quanto ao Gilmar e Raboso, é imperativo: convençam-nos.


Walter Biancardine



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