Deus pode até perdoar
Mas a vida não vai.
Você pode correr,
Pode mentir, pode beber;
Siga dançando, bata palmas;
Aumente o volume,
Não escute sua alma;
Você pode correr o quanto quiser,
Deus pode até perdoar
Mas a vida não vai.
Walter Biancardine
Escrevi recentemente que "não tenho estofo d'alma para preencher os requisitos morais do conservadorismo do Instagram" e, muito menos, dos fariseus do templo das redes sociais.
Eles são perfeitos, santos, imaculados, felizes - e se não estão próximos do céu por sua piedade, certamente estarão pela idade, eis que a direita é a ala geriátrica dos militantes políticos.
Mas os conservadores do Instagram e os Fariseus do Facebook só falam para a bolha - tal qual acusam a esquerda - pregam para doutrinados e mantém cativo um público de anciãos, incapazes que são em cativar audiências jovens.
Eu, ao contrário deles, sou apenas um cara que escreve para manter a sanidade mental. Matei o personagem "jornalista", que tantas desgraças me causou e roubava minha liberdade de ser o que sou; mudei meu perfil e voltei a ser o velho Walter de sempre: absolutamente livre - sim, LIVRE, ouviram? - dependente químico de alguns momentos de solidão e incapaz de me decepcionar com ninguém, já que nada espero do ser humano em geral - esta maravilha capaz de ser divino e mesquinho em um só dia.
Fiz questão de frisar a palavra "livre" pelo fato de ser um atributo que pouquíssimas pessoas alcançam. Não sou prisioneiro de um circunspecto personagem, construído para angariar seguidores e me tornar um "influencer". Não sou prisioneiro de ideologias ou pensamentos políticos - já que um conservador de Instagram jamais declararia, de maneira tão descarada, seu amor por uma mulher: ele seria casto, comedido e puro - e, sequer, aprisionei-me em minha fé católica, pois os pensamentos e desejos impuros que povoam minha mente não são espantados: pelo contrário, eu os busco ao lembrar de quem amo. Para piorar, sou um apreciador explícito do bom whisky Jack Daniel's e considero uma eventual bebedeira como a janela que permite a passagem do sol, nunca da hipocrisia.
Sou um escritor. Tenho seis surtos (livros) publicados mas vendas porcas, pois me recuso a fazer propaganda, uma questão de vergonha. Tenho ensaios filosóficos escritos e publicados, um histórico como aluno de Olavo de Carvalho (que inclusive compartilhou coisas minhas), escrevo para três revistas (uma delas, européia), antecedentes em rádios, jornais e TV's e uma cultura que já desmontou e humilhou teses de mestrado e relatórios de doutorado, mas percebi que tudo isso era mesquinharia e pura vaidade; não passa de torpe sentença, prisão e morte de minha alma. E da alma de qualquer um que ceda à vaidade, o pecado predileto do demônio.
Assim, tudo varri para baixo do tapete, me sobrando apenas o ato de escrever livros - doravante apenas romances - e minha liberdade plena e absoluta de viver sendo quem sou, pouco me lixar para o que pensam de mim e de amar a mulher mais maravilhosa que existe - sim, minha onça do Pantanal, e tamanha é a liberdade com que a amo que o faço sem esperar que me ame de volta. Alguém pode apontar um sentimento mais sincero e descaradamente transcendente?
Não tenho onde cair morto, portanto ninguém teria qualquer despeito material sobre mim. Mas a vida me ensinou que existe a "inveja da alma", que é quando uma pessoa se adesiva a você e se torna um organismo em eterno processo de osmose de sua personalidade, gostos, tiques, prazeres, qualidades e até defeitos - tal pessoa está em um processo auto inflingido de despersonalização e em busca de um personagem melhor, pois percebeu que o anterior já não faz mais tanto sucesso.
E o que penso de tais pessoas? Pouco se me dá. A verdade é que jamais as dei a mesma importância que aparentam dar a mim e, por isso, nenhum espaço ocupam em meus pensamentos. Se neste momento os cito, bem como as demais vicissitudes expostas acima, isso se deve a uma satisfação de final de ano, devida aos amigos que me seguem nesta rede e que certamente sentiram as modificações que fiz em meu perfil.
Sim, tudo mudou, mas não se trata de uma nova pessoa: apenas o verdadeiro homem - poço de defeitos e poça de qualidades - está de volta, para o melhor ou pior.
Como disse meu parceiro e alma gêmea Charles Bukowski, "prefiro que me odeiem pelo que sou a me amarem pelo que finjo ser".
Prazer, amigos! Meu nome é Walter e desejo um Feliz 2026 para vocês!
Walter Biancardine
Walter Biancardine
Suzana Souza (Su Su)
Pai do céu,
Pai Noel,
Protege em seus braços
Quem tanta dor já sofreu;
Livrai do mal que viveu,
Soltai esses laços,
Derramai o seu mel.
Traga um presente,
Nos dê sorridente,
Em seu amor que não cobra;
Acolhe no colo,
Raízes no solo,
E a vida desdobra
Nessa noite tão quente.
E se Noel não existe
O sonho insiste,
Pois o céu nos abriga;
Ressona em meu peito,
O mal é desfeito,
O amor já nos liga
E Deus nos assiste.
Walter Biancardine
Não deixe flores em minha tumba,
Não traga coral nem carpideira imunda,
Sem discurso de amigo ou mesmo oração,
Só me deixe na terra que me fez.
Não sou a soma de suas rezas,
Não sou nem o tipo que tu prezas,
Segui na estrada fechando a mão,
Sem perguntar ao fazer outra vez.
Não peça licença para me enterrar,
Não encomende minha alma de novo,
Fiz as pazes com a ferrugem e o pecado,
Sem roupas melhores para o homem que fui.
Sem verdades na lápide, nem última olhada,
Só deixe o silêncio me puxar,
Não deixei uma última edição,
Me enterre sem permissão.
A cova não pergunta quem trai,
Nem se importa com dívidas,
Sete palmos abaixo, nenhum favor me deve,
Ela só guarda o que o tempo vai apagar.
Me enterre sem permissão, sem padre ou contrição,
Me xingue de nomes ou cuspa o meu,
Mas não finja que começo de novo,
Sem mãos postas ou palavras bonitas.
Ganhei o direito ao bem e ao mal,
Não é nenhuma superstição,
Apenas me enterre
Sem esperar permissão.
Walter Biancardine
Me importava com o que diziam,
Escondi meus demônios, usei máscaras,
Interpretei um papel
Mas hoje mostro coração e trevas
Não quero aplausos ou paz,
Vim para quebrar, não para agradar,
O mundo não ama o que o sol mostra
Já não me importo mais
Já não me importo mais,
Largo o caminho, deixo bater,
Não peço, não imploro,
Só não desisto, só não minto
Que você peça, que você reze,
Nada adianta, não vou mudar,
Porque isso é quem sou
Já não me importo mais
Perdi tempo em tentar ser,
Perdi amores tentando,
Mas agora durmo à noite
Já não me importo mais
Já não me importo mais,
Deixo o passado queimar onde está,
Não planejo, não reescrevo,
Só a fumaça e um copo gelado
Diga do meu frio, me chame de cruel,
Não tenho professor ou provas,
Deixei de ser um garoto,
Já não me importo mais
Se a paz vier em correntes,
Que venha o peso, que venha o fogo
E a bola de ferro,
Já não me importo mais
Hoje sei quem sou,
Sem redenção ou carinhos,
Só a verdade na poeira da estrada,
A tempestade que arde
Você é calma e eu a fúria,
Você é doce, eu nunca nasci,
Mantenha suas regras, as suas vergonhas,
Já não me importo mais.
Walter Biancardine
NOTA: Apesar de quase autobiográfica, esta letra foi inspirada em uma canção Blues, postada no canal Titan Chord
Entendam: toda e qualquer manifestação contra a pornográfica atitude do psicopata Alexandre "22" de Moraes, que quer matar Jair Bolsonaro e executa seus planos na frente de todos, é dirigida aos ainda jovens, aos que estão no auge de sua saúde física e mental e dispõem de braços e pernas vigorosos, pois de nada vai adiantar fazermos passeatas pacíficas - com muitas fotos para o Instagram e levando crianças e cachorrinhos para depois irmos à churrascaria - quando está evidente que a única linguagem entendida pelo psicopata é a mesma que ele utiliza: a dor, o sofrimento físico e mental, e é isso que deve ser inflingido ao mesmo.
Não se acovarde atrás da desculpa de "precisamos pressionar o Congresso" pois, se o mesmo quisesse, já teria feito algo bem mais contundente: a deposição do Presidente da casa e, logo após, de meia dúzia de Ministros do STF. Alegar que eles tem "rabos presos na Corte" também é desculpa, pois seria suficiente votar leis extinguindo o foro privilegiado - e se nada fazem, é por conveniência e amor ao dinheiro.
Estamos todos presos, hipnotizados pela dinâmica de um ditador psicopata que se vale do estado de choque em que os poucos conscientes se encontram para estuprá-los com 22 centímetros de desaforos, violações, deboches e arbítrios diariamente, pouco se importando com retaliações externas - ele confia muito mais em sua turma, que inclui George Soros, Cartel de Los Soles, Foro de São Paulo, FARC e o tráfico mundial de drogas (sustentáculo da Nova Ordem Mundial) do que teme quaisquer atitudes de um Presidente que ele sabe ser temporário: Donald Trump.
E as nossas outrora amadas e respeitadas Forças Armadas - Braço Forte, "Mão Amiga" - é um remédio que, além de inerte e apenas agravador do problema, já tem seu Alto Comando devidamente comprado e bem pago pela ditadura comuno-narco-globalista que nos escraviza.
A solução - distante, vaga, hipotética - é a nossa juventude, eu repito. Estamos em guerra, trata-se de aberrante estado de legítima defesa contra assassinos de Brasília e que somente através de suor, testosterona e sacrifício poderemos ter alguma chance de sobrevivermos, como país e como seres humanos com filhos para criar.
Nada se pode oferecer aos jovens, além das palavras de Winston Churchill, diante da igualmente doentia ação de Hitler: apenas "Sangue, Suor e Lágrimas".
Você que é jovem, salve seu país. Salve sua família. Salve a si mesmo.
Walter Biancardine
Aos que insistem em me acompanhar e ler os desvairios que escrevo, faço o convite: sente-se, pegue um café, acenda o cigarro da desistência temporária e deixe-me falar dessa mania antiga do ser humano – mais especificamente, este que vos escreve – de procurar sentido nas engrenagens invisíveis do mundo e, sempre e sempre, acabar tropeçando nelas. Carl Jung chamou isso de sincronicidade; eu chamo de tapas metafísicos que a vida dá quando percebe que estou distraído demais com minhas próprias ruínas.
Jung via coincidências significativas tal como janelas rachadas do inconsciente, onde a realidade lá fora resolve combinar com a cena interna aqui dentro. Um passarinho que bate no vidro no exato momento em que você decide abandonar alguém ou um amigo – para os que ainda os tem – que liga no instante em que você está prestes a jogar tudo no lixo. Seriam pequenos recados que o universo deixa cair, como quem solta um bilhete amassado no chão de um bar.
Os arquétipos entram aí como velhos fantasmas familiares, aqueles tipos universais que moram no porão da alma. O herói, o velho sábio, a mãe terrível, o inimigo invejoso – não importa o país ou o século, eles estão sempre vivos, esperando uma brecha para se manifestarem. E quando se manifestam, fazem isso com uma elegância sombria que só as sombras bem treinadas possuem. Podemos ver uma cena banal, mas ela parece repetir uma história que já vivemos em outra época, com outros rostos. Pois é, a vida parece adorar brincar de eco.
O problema é que nós – você, eu e toda essa humanidade cansada – somos péssimos leitores desse teatro simbólico. Eu, em particular, tenho essa crônica cegueira seletiva: percebo sempre tarde demais o que estava escancarado na minha frente desde o começo. Não por burrice – espero – mas por excesso de confiança em minha própria lucidez. O que é irônico, claro. A lucidez, muitas vezes, é só um tipo sofisticado de cegueira.
Os sinais? Eles aparecem como tudo o que é importante aparece: no silêncio, na repetição, naquilo que parece banal demais para ser notado. Eles passam pela nossa vida como os cachorros caramelo da rua – latem, roncam, mordem seu tornozelo. Normalmente apenas xingamos mas, em momentos de especial elevação, até podemos nos perguntar: “Será que isso significa algo?”
Jung, coitado, tentava mapear o labirinto, enquanto eu tento sobreviver andando em linha reta. A vida, porém, é interesseira: quer que a gente se perca um pouco, quer que tropecemos num símbolo qualquer só para aprender que não estamos no comando. E cada vez que ignoramos essas coincidências gritantes, é como virar as costas para um espelho que insiste em mostrar algo que não queremos admitir.
No fundo, sincronicidade é isso: a realidade tentando conversar conosco depois de ter perdido a paciência. E eu, como um bom tradicionalista teimoso, continuo achando que consigo decifrar tudo pela razão pura – enquanto os sinais passam, assoviam, fazem piada e seguem seu caminho.
Mas não devemos nos culpar demais, pois até o próprio Jung também errava a leitura. Na verdade, o mundo é igual a um analista financeiro medíocre: manda mensagens cifradas e a gente só entende quando já perdeu o trem, a vez, a chance. E mesmo assim, seguimos procurando sentido, porque desistir seria simples demais – e meu destino em particular, esse velho alcoólatra Bukowskiano, adora complicar.
A verdade amarga está servida mas - eis a tentação mórbida - podemos descer mais fundo nesse poço, onde Jung tenta acender fósforos e o citado Bukowski ri do vento.
A tal sincronicidade, no fundo, é só o universo perdendo a paciência com gente que vive no automático – e eu conheço bem esse tipo: durmo sem sonhar, acordo sem ouvir, ando sem perceber. E essa ausência de sonhos não é um mérito racional, como alguns gostam de fingir; é um sintoma. É o inconsciente fechando a porta na minha cara, porque não sei mais bater.
Quem – tal como eu – não sonha, torna-se analfabeto do próprio mistério. Fica dependendo de coincidências tão grotescas, tão teatralmente óbvias, que parecem escritas por um dramaturgo bêbado. E mesmo assim hesita, coça o queixo, calcula, duvida – porque o cético demais é, convenhamos, sempre aquele sujeito que não quer admitir que o mundo é maior que suas certezas.
Jung dizia que a alma manda sinais como quem deixa migalhas no chão. Mas o homem sem sonhos – esse sujeito seco por dentro, endurecido pela mania de lucidez – só percebe os farelos quando pisa neles e escuta o estalo. Antes disso? Nada. Anda no escuro achando que é luz, e se ousam falar em símbolos, ele franze a testa como quem tenta entender um esquerdista explicando o mundo.
O arquétipo pode passar na frente dele vestido com neon, tocando trombone, e ainda assim ele diz: “Deve ser coincidência.” Conversa fiada: coincidência é o nome chique que damos àquilo que não queremos interpretar.
O problema desse tipo de ceticismo é que ele não protege; ele mutila. A pessoa acha que está acima da superstição, quando na verdade está abaixo da percepção. Vira uma espécie de analista da própria miséria, incapaz de ver quando a vida grita. E grita alto: um rosto que retorna, um padrão que se repete, um gesto que dói duas vezes do mesmo jeito, um acontecimento que se encaixa no outro como engrenagens velhas.
Mas o sujeito cético demais – e eu conheço esse espelho melhor do que gostaria – precisa que a coincidência seja tão absurda que quase o agrida. Algo tão escancarado que até um asno místico compreenderia. Só aí ele recua, coça o queixo, e murmura: “Estranho…”.
Estranho nada. É o inconsciente, cansado de esperar, me pegando pelo colarinho.
E quanto aos sonhos? Os sonhos são o correio noturno da alma. Quando eles fogem, é porque você deixou a caixa de correio trancada por dentro. O sujeito que não sonha – eu – é alguém que perdeu o hábito de conversar consigo mesmo, apesar de toda a introspecção solitária. Assim, durmo como um burocrata em coma, a alma tenta falar mas sempre encontra uma porta emperrada, uma ferrugem antiga, um silêncio duro.
E esse silêncio cria uma cegueira específica: não é a falta de visão; é a falta de interpretação. Você até vê o mundo, mas não vê o que ele tenta lhe mostrar. Vê o acontecido, mas não vê o significado. É como olhar para um relâmpago e não perceber a tempestade.
A vida, então e quando temos sorte, joga pesado. Manda coincidências gigantes, dessas que fariam um ateu suspirar. Mas eu – e aqui escrevo como necessária autocrítica que mereço – tenho esse hábito de só acreditar quando o absurdo bate na minha cara com um porrete. Só aí percebo que algo estava falando comigo há meses, anos talvez. E percebo tarde, sempre tarde.
A sincronicidade, no fundo, é o universo nos dizendo:
“Eu tentei ser sutil, mas você é cabeça dura.”
E respondemos, com aquele humor cansado que só os teimosos têm:
“Pois é… manda de novo, mas manda mais forte.”
Abandonando meus lamentos e adotando um ponto de vista mais técnico, psicológico, podemos resumir assim:
A sincronicidade, segundo Jung, refere-se a coincidências significativas que não têm relação causal, mas revelam paralelos entre estados internos e eventos externos. Elas funcionam como manifestações do inconsciente coletivo, que se expressa por meio de arquétipos – padrões universais de percepção e comportamento.
A incapacidade de perceber esses sinais costuma estar ligada a uma rigidez psíquica: excesso de racionalização, ceticismo defensivo e dificuldade de acessar conteúdos inconscientes. A ausência de sonhos é um indicador disso. Sonhar é um dos principais mecanismos de comunicação entre inconsciente e consciência; quando essa via está bloqueada, os conteúdos simbólicos perdem sua porta de entrada.
Sem essa ponte, a pessoa tende a interpretar apenas o literal e o imediato, falhando em reconhecer padrões simbólicos, repetições e coincidências significativas. Assim, arquétipos e sinais acabam percebidos apenas quando se tornam extremamente explícitos – quando a psique, por saturação, força a percepção consciente.
Em suma: baixa atividade onírica, ceticismo excessivo e hiper-racionalidade criam uma “cegueira simbólica” que dificulta a leitura de coincidências e padrões arquétipos, obrigando o inconsciente a se manifestar de modos cada vez mais intensos para ser reconhecido.
E isso é tudo o que tenho a dizer sobre coincidências.
Nada mais quero, com elas.
Walter Biancardine
Escrevi que Deus não usa relógio. Tentei até explicar amores. Muita gente não entendeu. Eu não me entendi. Muitos não sabem. Eu também não - mas sou teimoso.
Por isso piso, repiso, bato no mesmo prego e esmurro a mesma ponta de faca.Se há algo que salta aos olhos logo em uma primeira e infeliz visão é a feiúra - não a feiúra genética, pois esta é aleatória e meu próprio aspecto não me deixa muito à vontade para comentar - mas a feiúra proposital, deliberada, buscada com o objetivo de agredir a todos em volta: é a agressão pela agressão, a ofensa visual, o choque, o escândalo estético.
A pobre coitada é feia, e sabe disso. Talvez tenha sido essa a origem de todas as suas patologias mentais. Isso posto e sentindo-se plenamente justificada por uma ideologia que promove sua feiúra como virtude, tratou de piorar o que já era péssimo: cabelos cor de água de salsicha, um par de óculos que - propositalmente - fazem seus olhos parecerem desalinhados e tortos e ainda reforça tal danação visual esbugalhando estes mesmo olhos, grandes de natureza, de forma a demonstrarem explicitamente toda a sua ira contra a beleza, acompanhados pelo esgar de sua boca babada de raiva. A pobre é um aborto estético e uma ofensa ameaçadora em suas intenções. Funcionou, portanto.
Uma vez explanado todo o tormento visual da pobre, passemos ao pior: os claros sinais de demência - ou entorpecimento artificial - que este escombro humano exibe em suas falas, exemplificadas pelos recortes da fotografia que ilustra este ensaio sobre a feiúra e frustração.
1 - "Os policiais não precisam ficar ostentando um fuzil. Isso tem baixo rendimento criminal"
Vamos por partes: "ostentar um fuzil". Ok, mas os traficantes também os "ostentam", e de uma forma muito mais explícita e ameaçadora, desfilando em bondes armados pelas ruas das favelas e dando tiros à esmo para o alto, até em comemoração por um simples gol de seu time. Eles podem, mas os policiais não. É isso que esta dismórfica quer dizer?
A outra parte: "Isso tem baixo rendimento criminal". Quanto a tal frase, só posso atribuir semelhante disparate ao uso de drogas ou simples demência senil. O que é um "baixo rendimento criminal"? Os policiais são criminosos e os fuzis seriam sua "ferramenta de trabalho", agora por ela definidos como de "baixo rendimento"? Ou que os tais fuzis, simplesmente e mais de acordo com a doentia ideologia que habita as trevas de sua cabeça, seriam apenas algo que "não funcionam contra o crime"? Talvez esta última esteja mais de acordo, eis que a mesma doente advoga o uso de pedras - ao melhor estilo da Lei Sharia muçulmana - para combater hordas de traficantes armados até com bazucas anti-aéreas.
2 - "O criminoso com um fuzil na mão é facilmente rendido por uma pistola". Tal afirmação mostra claramente que mesmo a mais empedernida esquerdista assistiu, quando jovem, os filmes policiais norte-americanos, onde o herói assim fazia e obtinha êxito. Sim, pois somente em produções de Hollywood ou no total e absurdo desconhecimento - isso para não falar da falta de senso lógico - de quaisquer questões sobre Segurança Pública alguém poderia proferir tamanho disparate. Cabe notar que, mesmo assim, a TV a apresentou como alguém apta a opinar sobre a Segurança Pública do Rio de Janeiro, e até do Brasil como um todo.
3 - "Enquanto ele (o traficante) tá tentando levantar o fuzil, alguém já o derrubou com uma pedra". Sim, o leitor não compreendeu errado: ela disse isso. "Tentando levantar o fuzil"? quantos quilos esta imbecil pensa que pesa uma arma desta? Uns 50, 60 quilos? E pior: "alguém já o derrubou com uma pedra". Meu Deus, então as indústrias bélicas no mundo inteiro gastam milhões de dólares com armas que podem ser facilmente neutralizadas por um calhau nas fuças? Isso significa que poderemos ter, em breve, a obrigatoriedade do "Porte de Pedras"? Caminhões basculantes terão de ser acompanhados por escolta militar? Pedreiras serão área de segurança máxima? Ou é simplesmente uma tosca felação aos xiitas muçulmanos que ela tanto admira e que já executaram milhares de mulheres, gays e loucos como ela, à base de linchamento por pedradas? Sim, amigos. O caso é de hospício, mas foi à TV como referência em Segurança Pública!
4 - "E sobre os drones, drone é apenas um brinquedo que você usa e ele quebra". Não há muito o que comentar sobre isso, até pela exaustão que a demência incensada pela grande mídia me provoca. Apenas fico pensando na perda de tempo que tantos exércitos recentemente sofreram, ao bombardearem cidades inteiras, matarem civis e militares - mas tudo isso com um "brinquedo que vc usa e ele quebra". Encerro este apenas declarando minha piedade por tal criatura, a qual certamente valeu-se de "brinquedos que vc usa e ele quebra" em seus momentos de mais profunda e íntima solidão, causada pelas escolhas de vida que adotou.
Arrisco dizer que é de tal frustração que nasceu este conceito.
Não vá o amigo leitor me julgar por escrever laudas e laudas sobre uma demente, que deveria estar internada em um manicômio. Apenas devolvo, na mesma moeda, o tanto de tempo e importância que a grande mídia usou para tentar nos obrigar a levar a demência como ponto de referência na formação de nossas opiniões.
Sim, a grande mídia tem certeza que somos completamente idiotas.
Tal como a louca entrevistada.
Walter Biancardine