quarta-feira, 21 de outubro de 2026

COM ESSES OLHOS QUE A TERRA HÁ DE COMER


Folheando as redes sociais me dei conta: há uma epidemia de postagens afirmando que pessoas célebres que conhecemos não são, na verdade, elas mesmas - teriam já morrido e sido substituídas por sósias.
Ou pior: são os afamados "reptilianos".

Joe Biden, Paul McCartney e mesmo Lula seriam sósias, desempenhando um papel de acordo com conveniências ocultas. Por outro lado, a assessora de imprensa de Trump seria reptiliana, bem como o homem-laranja teria sido filmado junto a ETs de dois metros e meio de altura. E, pra completar, ainda aparecem filmes de gente convulsionando e se transformando em monstros ou outras coisas estranhas, e tudo apresentado como a mais pura verdade - sim, porque redes como o X não existem pra explicar aos retardados o que é ou não verdade.

Sempre estive envolvido com a mídia e sei do tesão descontrolado de alguns por audiência, pontos no IBOPE, views e coisas assim. E tenho certeza que boa parte dessas coisas vem desse tesão e do amplo campo de loucuras possibilitado pela feitura de vídeos via IA.

Mas tamanha é a quantidade que parei pra pensar.

E uma voz do além (se eles podem, eu posso) me disse que é uma estratégia deliberada de fazer a maior parte das pessoas perder a básica e fundamental capacidade de crer naquilo que os próprios olhos veem.
Mas, por quê?

Me pego a imaginar: e se for uma estratégia globalista, preparando uma chegada "fake" de alienígenas no planeta Terra pra nos forçar a aceitar um governo global - "só um único líder pra negociar todo o planeta junto aos ETs"? Absurdo?

Ora, se alguém tenta me convencer que a assessora de imprensa da Casa Branca é um réptil, que Trump bebe uísque com alienígenas ou que Lula é um sósia, então também tenho o direito de expor minha imaginação por aqui.

Afinal, tenho pra mim que uma vacina foi criada sob pretextos falsos apenas pra matar metade da humanidade. É meu direito crer no que melhor me parecer.

A vida me ensinou que, na maior parte das vezes, absurdos são acreditados facilmente, desde que sejam mentiras.
Se forem verdades, exigirão um caminhão de provas.

A pergunta que fica é: quem ganha quando não acreditamos mais sequer no que vemos?




Walter Biancardine



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