escrever pra quê?
porque quero contar histórias?
falar sobre minha vida, o que faço, por onde ando e o que tenho visto?
espalhar por aí minhas opiniões?
a quem interessa minhas opiniões?
a ninguém.
a quem interessa o tipo de mundo em que vivo?
ninguém quer saber de fracassados, vidas sem sentido, vazios e hipocrisia.
a quem interessa o que escrevo?
a ninguém.
sempre uso a desculpa que escrever é a terapia mais barata que encontrei.
pode até ser, mas entre escrever e publicar vai uma grande distância.
e o que me faz andar essa distância toda?
não é terapia nem minha sanidade mental.
é meu ego.
é a vaidade.
é querer ser lido e comentado.
e tudo se torna um paradoxo.
se meu caráter é um rodapé, quem desejaria ler?
haveria algo de proveitoso em ler um canalha?
para minha vaidade haveria.
já o leitor estaria apenas se igualando em baixeza, pois não tenho o talento nem carisma de um bukowski, dostoievski, céline ou cioran.
sou só isso: baixo e raso.
como um pires.
talvez este seja o único ato honesto e com algo nobre que eu faça em minha vida: decidir se quero escrever ou apenas saibam que escrevo.
Walter Biancardine
porque quero contar histórias?
falar sobre minha vida, o que faço, por onde ando e o que tenho visto?
espalhar por aí minhas opiniões?
a quem interessa minhas opiniões?
a ninguém.
a quem interessa o tipo de mundo em que vivo?
ninguém quer saber de fracassados, vidas sem sentido, vazios e hipocrisia.
a quem interessa o que escrevo?
a ninguém.
sempre uso a desculpa que escrever é a terapia mais barata que encontrei.
pode até ser, mas entre escrever e publicar vai uma grande distância.
e o que me faz andar essa distância toda?
não é terapia nem minha sanidade mental.
é meu ego.
é a vaidade.
é querer ser lido e comentado.
e tudo se torna um paradoxo.
se meu caráter é um rodapé, quem desejaria ler?
haveria algo de proveitoso em ler um canalha?
para minha vaidade haveria.
já o leitor estaria apenas se igualando em baixeza, pois não tenho o talento nem carisma de um bukowski, dostoievski, céline ou cioran.
sou só isso: baixo e raso.
como um pires.
talvez este seja o único ato honesto e com algo nobre que eu faça em minha vida: decidir se quero escrever ou apenas saibam que escrevo.
Walter Biancardine






