agarraria você pelos braços
com toda sua fineza e
sofisticação
e te espremeria na parede
até seu perfume pingar
junto com seu suor
enfiaria minha coxa
entre suas pernas pra separar
e saber que estou certo
ao sentir a quentura molhada
em mim
eu riria de sua cara aflita
preocupada com virtudes
e satisfações a dar pra outros
mas com olhos revirando
e suspirando
no “foda-se” mais sincero
que já vi
você chupa minha língua
como um picolé
até que te viro de cara
pra parede e arrebito sua bunda
e abro suas pernas
já abertas
e descubro dentro de você
todo seu universo
de sonhos e fantasias
e ilusões e esperanças
quase infantis dos
contos de fadas
porque você agora
aberta pra mim
faz com que eu seja
sua vida inteira de sonhos
encarnada em um
cafajeste
e no último beijo
olhando seus olhos
embaçados e vesgos
de olhar os meus
vou ler
envergonhado
o soneto de amor
mais lindo e sincero
que uma alma humana
uma alma de mulher
já escreveu
e terei vergonha
vergonha de mim
muita vergonha
e serei obrigado
a tentar ser
melhor
o melhor que puder
Walter Biancardine
com toda sua fineza e
sofisticação
e te espremeria na parede
até seu perfume pingar
junto com seu suor
enfiaria minha coxa
entre suas pernas pra separar
e saber que estou certo
ao sentir a quentura molhada
em mim
eu riria de sua cara aflita
preocupada com virtudes
e satisfações a dar pra outros
mas com olhos revirando
e suspirando
no “foda-se” mais sincero
que já vi
você chupa minha língua
como um picolé
até que te viro de cara
pra parede e arrebito sua bunda
e abro suas pernas
já abertas
e descubro dentro de você
todo seu universo
de sonhos e fantasias
e ilusões e esperanças
quase infantis dos
contos de fadas
porque você agora
aberta pra mim
faz com que eu seja
sua vida inteira de sonhos
encarnada em um
cafajeste
e no último beijo
olhando seus olhos
embaçados e vesgos
de olhar os meus
vou ler
envergonhado
o soneto de amor
mais lindo e sincero
que uma alma humana
uma alma de mulher
já escreveu
e terei vergonha
vergonha de mim
muita vergonha
e serei obrigado
a tentar ser
melhor
o melhor que puder
Walter Biancardine
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